sexta-feira, 26 de junho de 2009








23/6/2009

A crise econômica atual: algumas frases para se refletir sobre ela

Fonte Clube Mundo www.clubemundo.com.br

Muito se falou e escreveu (e se continuará falando e escrevendo) sobre esse momento que o mundo atravessa. Em seguida, algumas frases para se reflexão sobre o assunto.

Frase 1 - Quanto maior a crise, mais creio nos BRICs. (Jim O’Neil, economista-chefe do Banco Goldman Sachs, criador do termo BRICs)

Frase 2 – Não haverá soluções nacionais para a crise mundial. Em 1929 as soluções nacionais levaram a mais crise, à xenofobia e regimes autoritários que desembocaram na Segunda Guerra Mundial. (Deputado Federal Aloísio Mercadante)

Frase 3 – O Brasil possui um sistema bancário e financeiro saudável, contas públicas em ordem, comércio exterior diversificado no que se refere a seus parceiros comerciais e uma vocação diplomática para o multilateralismo.

Frase 4 – O G-20 reúne 19 das principais economias industrializadas e em desenvolvimento mais a União Européia. Sua reunião inicial aconteceu em 1999 e este grupo de países representa 90% do PIB mundial, 80% do comércio e 2/3 da população do planeta.

Frase 5 – A eleição de Barack Obama e a Cúpula do G-20 sinalizam o ingresso da comunidade internacional num mundo novo que é o das realidades e dos desafios do século XXI. A transição para o novo século foi possivelmente prolongada pelas ações militares do governo Bush. (embaixador Sergio Amaral)

Frase 6 – (...) o documento oficial do G-20 anunciou o “fim da era do segredo bancário”, o início da “transição para uma economia mais verde” e a inauguração de um sistema em que economias emergentes e pobres terão mais peso nas decisões mundiais. (adaptado de editorial do jornal Folha de S.Paulo)

Frase 7 - (...) o G-20 poderá encarnar a primeira mudança consistente da obsoleta arquitetura política concebida em meio aos horrores da Segunda Guerra e cuja reforma tem sido cobrada por numerosos países. Se isso ocorrer, os historiadores do futuro poderão escrever que em abril de 2009 surgiu o equivalente para a economia do Conselho de Segurança (CS) da ONU para a política internacional. Nessa instância, diferentemente do CS, nenhum membro será “mais igual” do que outros. (adaptado de editorial do jornal O Estado de S.Paulo)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

Obama quer que Lula seja o próximo presidente do Banco Mundial

02/06/2009

Fonte : Revista Exame

Juan Arias
No Rio de Janeiro
O presidente norte-americano Barack Obama está interessado em que o Banco Mundial, depois da crise financeira atual, tenha uma estrutura mais focada às políticas sociais e mais preocupada com os países mais pobres do planeta. Para isso, Obama teria proposto para a presidência da instituição o nome do presidente brasileiro, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, a quem define como "o político mais popular do mundo".

A notícia chegou à imprensa no número que acaba de chegar às bancas da prestigiosa revista econômica brasileira "Exame", do grupo Abril. Assinada pelo colunista semanal, Marcelo Onaga, a informação não foi confirmada nem desmentida pelo governo, nem pelos setores da diplomacia. Questionado por "El País", o chefe do gabinete de imprensa de Lula, o diplomata Marclo Baumbach, respondeu: "Para a Presidência da República o assunto deve ser tratado como rumor, sobre o qual não cabe fazer comentários".

Em sua coluna, Onaga escreve: "Representantes do presidente americano teriam consultado informalmente pessoas próximas a Lula para saber qual seria a reação do presidente brasileiro ao convite [para presidir o Banco Mundial]. Ouviram que, no mínimo, Lula se sentiria honrado". Consultado por telefone, o jornalista de "Exame", confirmou que sua fonte foi o Departamento de Estado norte-americano, ainda que a notícia não seja ainda oficial. A pessoa próxima a Lula consultada pelos assessores de Obama seria alguém de total confiança do presidente, segundo Onaga, que pediu a este jornal para não ter o nome da fonte publicada.

Lula é conhecido como um político latino-americano que soube conciliar - como ressaltou ontem (1º) em seu discurso de posse como presidente de El Salvador, Maurício Funes - "uma política econômica severa com políticas sociais de grande alcance". Entre outros mandatários presentes no ato, estavam Lula e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Ela se mostrou de acordo com as palavras de Funes. O novo presidente salvadorenho afirmou em seu discurso que ele se inspirou na política de dois presidentes atuais: Obama e Lula.

Se confirmado a presidência de Lula no Banco Mundial, seria a primeira vez em 65 anos que à frente da instituição estaria um não norte-americano. O mandato do atual presidente, Robert Zoellick, termina em 2011 e Lula deverá deixar o seu cargo exatamente em janeiro de 2011.

Lula, que não fala inglês, seria uma figura simbólica no Banco Mundial, que representaria uma alma nova na instituição, uma alma de aspecto social, e faria com que Obama oferecesse ao mundo uma espécie de redenção de uma instituição acusada tantas vezes de fazer uma política voltada aos mais ricos do planeta. O presidente brasileiro tem criticado várias vezes ao longo da crise econômica a política elitista do Banco Mundial.

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/06/02/ult581u3276.jhtm

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Irlanda teve "abuso endêmico" cometido por padres e freiras











Estado delegou cuidado de crianças a reformatórios onde eram violentadas, conclui comissão
Fonte : Folha de S. Paulo

Apuração levou dez anos entrevistando ex-internos; vítimas se revoltaram com ausência de nomes dos molestadores no texto

DA REDAÇÃO

Comissão instalada há dez anos pelo governo da Irlanda para investigar casos de maus-tratos contra crianças em reformatórios, orfanatos e escolas técnicas geridos pela Igreja Católica concluiu em relatório divulgado ontem que a prática de abusos físicos e sexuais nesses locais era "endêmica".
Segundo o relatório, elaborado por uma comissão liderada pelo juiz Sean Ryan, da Corte Suprema irlandesa, instituições administradas por ordens religiosas da década de 1930 aos anos 90 e encarregadas pelo Estado de cuidar de crianças e jovens infratores ou provenientes de "famílias disfuncionais" impunham um "terror" cotidiano a seus internos.
A reação das vítimas ao tão aguardado relatório foi de revolta, já que nenhum nome dos agressores e molestadores foi divulgado. A omissão é resultado de decisões judiciais conseguidas nos últimos anos pelas ordens religiosas encarregadas pelo Estado de administrar os reformatórios.
Foram entrevistados cerca de mil ex-internos de mais de 200 instituições que, estima-se, receberam cerca de 30 mil pessoas em seis décadas e meia.
O relatório responsabiliza os administradores diretos dos reformatórios -padres e freiras católicos-, seus superiores hierárquicos -bispos e arcebispos- e o Estado irlandês pelos abusos. "Crianças viviam o terror cotidiano de não saber de onde viria a próxima surra", diz o texto.

Fome e humilhações
O documento fala que muitos, com fome, tinham que procurar comida em latas de lixo. Num dos exemplos de maus-tratos e humilhações, é descrito o castigo de um garoto que teve que lamber excrementos da sola do sapato de um padre.
Os responsáveis diretos pela administração dos reformatórios, apurou a comissão, praticavam rotineiramente violências físicas e, em alguns casos, estupraram crianças.
"Quando confrontados com provas de abusos sexuais, a resposta das autoridades religiosas era a transferência do acusado para outros locais, onde, muitas vezes, estavam livres para agir de novo", diz o texto.
O Estado é responsabilizado por não ter impedido os abusos. Quando autoridades eram alertadas sobre os problemas, "mantinham-se em silêncio".
Com a ausência de nomeação dos responsáveis, ninguém deve ser processado com base no documento.
O coordenador do grupo Sobreviventes de Abuso Infantil (Soca, na sigla em inglês), John Kelly, diz ter recebido ligações ontem, ao longo do dia, de vítimas dessas instituições. "Eles sentem que suas feridas foram reabertas a troco de nada. Prometeram-lhes justiça, e agora se sentem traídos."
Muitas das crianças que chegavam a esses reformatórios e escolas administrados pela igreja eram filhos de mães solteiras ou acusados de pequenas infrações.



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Com agências internacionais

Lula, Dilma, plano B e Aécio

Leia o artigo de Kennedy Alencar da Folha On Line



A oposição tem o hábito de subestimar a inteligência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É um erro porque contamina a eficiência de sua estratégia. Com informação errada, a chance do insucesso só faz crescer. Exemplo mais recente: levar a sério a ideia de que Lula deseja disputar um terceiro mandato consecutivo.

Quem realmente tem informação do que se passa no núcleo do governo sabe que isso é bobagem. Lula rejeita tal tese por uma série de motivos. Citemos apenas três. Convicção de que seria um retrocesso institucional, argúcia política e noção exata de que seria uma batalha de alto custo e baixo benefício.

O presidente acredita que articular uma nova alteração da regra do jogo presidencial seria pedagogicamente danoso à democracia. Lula gosta do reconhecimento externo que conquistou. Deseja fazer política internacional quando passar a faixa ao sucessor em 1º de janeiro de 2011. A tese do terceiro mandato só o diminuiria aos olhos da comunidade internacional. Passaria a imagem de velho caudilho latino-americano.

Outro senão: o petista seria acusado de repetir Fernando Henrique Cardoso, presidente da República que patrocinou a casuística mudança constitucional de 1997 para poder concorrer à reeleição em 1998. Mais: Lula dirá que o povo até queria, mas ele teria pensado na estabilidade democrática mais do que FHC. No duelo algo pessoal com o tucano, levaria vantagem.

O governo está passando sufoco no Senado com a CPI da Petrobras. Está vendo o que é depender e confiar no PMDB. Alguém imagina o custo de aprovar uma emenda constitucional naquela Casa? São necessárias duas votações com quórum qualificado _três quintos, o que dá 49 dos 81 senadores. Lula teria de entregar a Petrobras, o pré-sal e até as meias para aprovar uma mudança desse tipo. De bobo e louco, Lula não tem nada.

Melhor patrocinar uma candidatura com alta chance de sucesso. Por ora, é Dilma. Não tem plano B autorizado por Lula. Em 2014, ele poderia ser candidato novamente, a depender do prestígio futuro. No cenário de eleger o sucessor e de disputar com sucesso em 2014, Lula poderia até tentar concorrer em 2018. Tem gente no PT que pensa em 20 anos de poder.

A oposição bate na tecla do terceiro mandato achando que desgasta Lula. Avalia que transmite a ideia de que ele está louco para ceder a uma tentação chavista. No entanto, pode estar somente fortalecendo o presidente, transmitindo a imagem de que ele é tão bom que não tem substituto à altura.

*
Quem fala no plano B

Os políticos que mais desejam uma alternativa à ministra Dilma Rousseff, caso a chefe da Casa Civil desista de ser candidata, são os aliados do PMDB. No PT, só gente de quinta categoria pensa no assunto. Mas eles têm algo em comum: estão instalados no poder e não desejam sair dele. Daí falar em terceiro mandato ou noutro nome para o lugar de Dilma.

As especulações de plano B são muitas e incipientes. Todas devem ser vistas com o devido desconto. O ex-ministro Antonio Palocci Filho, que tem a tatuagem da violação do sigilo do caseiro, é o primeiro da fila. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, agrada a parcela do PMDB. Facilitaria um acordo em Minas. Apoio a Patrus para a Presidência em troca do suporte à candidatura do ministro Hélio Costa (Comunicações) ao Palácio da Liberdade. Michel Temer, presidente do PMDB, poderia ser vice para compor uma chapa café com leite e fazer frente à dupla tucana Serra-Aécio.

Pura opinião: Lula vai de Dilma.

*
Jogo tucano

É natural que o governador de Minas, Aécio Neves, tenha ficado chateado com a revelação de que ele fez acordo com o colega de São Paulo, José Serra. Aécio aceitou ser vice de Serra, condicionando isso a uma saída honrosa. A intenção era anunciar o acordo em agosto ou setembro, enquanto a ministra Dilma ainda deverá estar em recuperação, a fim de acelerar uma ofensiva para fazer alianças com o PMDB nos Estados.

A repercussão da divulgação do acordo gerou atrito no PSDB. Aécio se sentiu traído por seus colegas de partido. Ele precisa de tempo para construir um discurso de saída no qual leve vantagem: popularizar o seu nome pelo país, pois ainda tem alta taxa de desconhecimento para quem deseja disputar a Presidência.

A divulgação da notícia afetou esse cronograma, que, talvez, precise ser alterado e leve o mineiro exigir uma prévia mais restrita, no começo de 2010, a fim de dar caráter natural a uma união que formaria uma chapa bastante competitiva.

Kennedy Alencar, 41, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal "RedeTVNews", de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas "É Notícia", aos domingos à meia-noite.

sábado, 16 de maio de 2009

Enquanto isso no Paquistão : "Vamos fugir...desse lugar baby...."






16/05/2009 - 15h27
Mais de 1,1 mi deixam vale do Swat no pior êxodo em 62 anos
da Folha Online

O alto comissário da ONU para Refugiados António Guterres disse neste sábado que chegou a 1,171 milhão o número de pessoas que fugiram do vale do Swat (Paquistão) desde o último dia 2 de maio por causa da intensificação dos ataques das forças de segurança paquistanesas contra os integrantes do grupo islâmico radical Taleban estabelecidos naquela região. Esses refugiados irão se unir a outros 565 mil, que vivem no nordeste do país.

Conforme grupos de defesa dos direitos humanos, o atual êxodo é o maior no Paquistão desde a sua separação da Índia, em 1947.

Saiba mais sobre a ofensiva
Entenda a origem dos talebans

Neste sábado, o Exército paquistanês permanece às portas da cidade de Mingora, a principal do vale do Swat, e famílias continuam fugindo a pé ou em caminhões e tratores lotados, para se refugiarem em acampamentos. "Não é hora para fazer gestos simbólicos. [...] É hora de fechar um apoio em massa", disse Guterres.

Emilio Morenatti/AP

Paquistaneses fogem com seus pertencentes do conflito entre forças do Paquistão e o Taleban no vale do Swat

Os "gestos simbólicos" de que Guterres falou são uma provável referência à promessa de doação de dinheiro feita nesta sexta-feira (15) pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao colega paquistanês, Asif Ali Zardari, após uma reunião em Paris.

Por pressão dos Estados Unidos, o Paquistão intensificou recentemente as ofensivas contra integrantes do grupo fundamentalista islâmico do Taleban estabelecidos no Swat e mais dois distritos vizinhos. Só neste sábado, 47 supostos talebans foram mortos, informou o Exército paquistanês. Desde o início da ofensiva, cerca de 970 suspeitos e 48 soldados foram mortos.

Não há informações sobre baixas entre civis, embora os insurgentes denunciem dezenas de mortes de mulheres e crianças.

"Nossas forças de segurança estão chegando por diferentes direções e conseguiram provocar muitas mortes", disse o porta-voz militar paquistanês major-general Athar Abbas, à imprensa. Segundo ele, as tropas paquistanesas cercam Mingora para "isolar e bloquear a escapada de terroristas". Não há informações sobre quantos civis continuam em Mingora.

Para o Paquistão, muitos talebans cortaram suas barbas (um símbolo de identificação dos insurgentes) para escapar, em meio aos civis, dos alvos do Exército paquistanês. Nenhum porta-voz dos talebans comentou as declarações do Exército.

Com France Presse e Reuters