Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo 02 Agosto 2011
Hoje é o dia D, de "default". Não sei se hoje a América está em moratória ou não, pois escrevo no passado do domingo. Quando enviei o artigo, tinham chegado a um acordo que ainda será votado pelo plenário na segunda (ontem), um acordo que muitos democratas acham uma vitória republicana, depois de um torturante suspense diante de um abismo.
Estive em Nova Iorque semana passada e senti de perto o cheiro de uma coisa nova: a estranha sensação de que havia e há um desejo de desastre no ar, como se quisessem conhecer o impensável.
O incrível é que caos político foi criado pelo mito de um "equilíbrio" democrático, pela fantasia de que há uma democracia bem azeitada, com dois partidos com opiniões "discordantes". Isto é uma mentira. O Paul Krugman escreveu no NY Times: "O culto ao "equilíbrio" exerceu um papel importante para nos levar até a beira do desastre". Comentaristas tratam da crise política como se os dois partidos fossem igualmente "intransigentes", o que não é verdade. Krugman dá um exemplo: "Se um dos partidos dissesse que a terra é plana, os jornais diriam: "há duas visões que divergem quanto ao formato do planeta"." Não; os republicanos não aceitam que a terra seja redonda. A responsabilidade é totalmente deles. Há o obvio, claro: briga política, eleições em 2012, vingança desde Nixon, racismo, interesses corporativos quanto a impostos. Tudo bem: jogo político sujo normal...Mas, há mais que isso.
Essa obstinação autodestrutiva dos republicanos é tão brutal que aponta para razões mais profundas na consciência americana. Seu prejuízo por essa chantagem escrota será imenso; mas, eles topam tudo para arrasar a América de Obama. A novidade patológica é este recente "quase-suicídio". É como se eles quisessem testar até onde vai o fundo do poço.
Em 1957, morei na Florida, reduto de reacionários à direita de Genghis Khan e vi de perto as duras "certezas" desse povo. Vi os negros humilhados, vi brancos terríveis jogando acido em piscinas que negros ousaram frequentar e lembro-me sempre de um episodio imperceptível, mas que me impressionou muito. Eu viajava num ônibus onde havia uma família branca em pé, uma mãe e duas filhas, entre sete a dez anos. Vestiam-se com roupas longas, coloniais, tapando o corpo todo. Mas, o que me espantou foi o fato de que nem a mãe nem as meninas olharam uma só vez para os passageiros. Era como se nós não existíssemos. Não era desprezo; era uma absoluta negação de nossa presença, dos seres humanos em geral. Eram de uma seita puritana pesada. Senti que ali estava o traço básico do reacionarismo atávico do pais. Os olhos que não nos viam eram a caricatura triste do fundamentalismo individualista, assim como a frieza fanática que vemos nos rostos do famoso quadro de Grant Wood, American Gothic.
O dogmatismo do puritano colonial se rarefez nos séculos e se adoçou um pouco na ideologia mais tolerante dos democratas, mas persiste no coração americano.
E esse veneno está renascendo. A cruel estupidez dos "tea parties" é o sintoma óbvio: a complexidade da vida atual provoca a recaída dessa doença atávica. Ela já assassinou os Kennedies, essa doença contaminou o Watergate e foi desinfetada, tentou o impeachment de Clinton, perseguido como um cão obsceno pela fogueira de Kenneth Starr. Essa doença político-religiosa sempre foi agressiva, mas o fato novo é que agora ela começou a ficar autodestrutiva.
O primeiro ataque foi a vitória fraudada de Bush e Cheney e o estrago irrecuperável que fizeram na América e no Ocidente.
Na Democracia na América, Tocqueville afirma: "O individualismo é um sentimento que estimula cada cidadão a se afastar da massa de seus semelhantes e a se retirar para o isolamento com sua família e amigos; assim, cria uma pequena sociedade para seu uso próprio e abandona voluntariamente a grande sociedade que o envolve".
Essa fé individualista criou a sociedade mais forte do mundo, mas, agora, esse isolamento empreendedor não é mais possível, pois essa crença apenas em si mesmo ficou inviável num mundo revolucionado pela tecnociência, pelo multiculturalismo, pela incessante circularidade política e econômica.
A explosão do Sentido, do "inquestionável projeto ocidental" é insuportável para espíritos individualistas, onde pulsa um leve totalitarismo sob a aparência "democrática". Daí o desejo inconsciente (ou não) de voltar à ideia mais antiga, mais linear de "individuo", quando o mundo era mais "plano". Eles têm a nostalgia do "individuo" do início do século 20 até os anos 50. O "individuo" hoje não tem a solidez antiga. Hoje, nossa "identidade única" foi fraturada em muitos "eus" e muitos outros. E essa fragmentação trouxe aos conservadores a "peste" (como dizem que Freud disse ao chegar aos USA): a intolerável suspeita de que possuem um Inconsciente. Aliás, Freud escreveu no Mal Estar da Civilização: "Nada nos é mais seguro do que o sentimento de nós mesmos, do nosso Eu. Este Eu nos aparece como autônomo, unitário, bem demarcado de tudo o mais. Mas, esta aparência é enganosa, pois o Eu na verdade se prolonga para dentro, sem fronteira nítida, numa entidade psíquica inconsciente a que denominamos Id, à qual o Eu serve de fachada..." É isso que os republicanos querem tamponar, porque o ID é o Outro.
E, ainda por cima, lhes chega o negão reformador e lhes mostra a imperiosa necessidade de mudar o país para uma sociedade mais compartilhada, com mais aceitação das diferenças, com sacrifício comum a todos. É intolerável para os velhos individualistas. Aí, instala-se a fome de irracionalismo, que me faz lembrar a paranoia anti comunista da guerra fria: "Better dead than red".
Exatamente como Osama Bin Laden e os jihadistas, os republicanos e os psicóticos dos "tea parties" querem impedir a modernização deste mundo acelerado.
O grave é que isto pode arruinar a América no pior momento: China, duas guerras e crise econômica e política no mundo todo. Estamos assistindo ao "retorno do reprimido" do inconsciente americano.
Vai sobrar para nós.
' LIBERTAR primeiro, ensinar depois' Cogito ergo sum “Não que eu imitasse os cépticos, que duvidam apenas por duvidar, e ostentam apenas manter-se em irresolução; pois, ao contrário, todo o meu projeto era simplesmente firmar-me na certeza, e rejeitar a terra e areia instável em prol de colocar-me em rocha ou argila.”
domingo, 14 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
As 14 características do fascismo - Umberto Eco
Crise de 1929 - No início do século XX, os Estados Unidos viviam o seu período de prosperidade e de pleno desenvolvimento, até que a partir de 1925, apesar de toda a euforia, a economia norte-americana começou a passa por sérias dificuldades. Podemos identificar dois motivos que acarretaram a crise: - O aumento da produção não acompanhou o aumento dos salários. Além de a mecanização ter gerado muito desemprego. - A recuperação dos países europeus, logo após a 1ª Guerra Mundial. Esses eram potenciais compradores dos Estados Unidos, porém reduziram isso drasticamente devido à recuperação de suas econômicas. Diante da contínua produção, gerada pela euforia norte-americana, e a falta de consumidores, houve uma crise de superprodução. Os agricultores, para armazenar os cereais, pegavam empréstimos, e logo após, perdiam suas terras. As indústrias foram forçadas a diminuir a sua produção e demitir funcionários, agravando mais ainda a crise. A crise naturalmente chegou ao mercado de ações. Os preços dos papéis na Bolsa de Nova York, um dos maiores centros capitalistas da época, despencaram, ocasionando o crash (quebra). Com isso, milhares de bancos, indústrias e empresas rurais foram à falência e pelo menos 12 milhões de norte-americanos perderam o emprego. Abalados pela crise, os Estados Unidos reduziram a compra de produtos estrangeiros e suspenderam os empréstimos a outros países, ocasionando uma crise mundial. Um exemplo disso é o Brasil, que tinha os Estados Unidos como principal comprador de café. Com a crise, o preço do café despencou e houve uma superprodução, gerando milhares de desempregados no Brasil. Para solucionar a crise, o eleito presidente Franklin Roosevelt, propôs mudar a política de intervenção americana. Se antes, o Estado não interferia na economia, deixando tudo agir conforme o mercado, agora passaria a intervir fortemente. O resultado disso foi a criação de grandes obras de infra-estrutura, salário-desemprego e assistência aos trabalhadores, concessão de empréstimos, etc. Com isso, os Estados Unidos conseguiram retomar seu crescimento econômico, de forma gradual, tentando esquecer a crise que abalou o mundo.
O Fascismo Italiano As consequências da Primeira Guerra Mundial foram desastrosas para a Itália. Além do saldo negativo de 650.000 mortos e a região de Veneza devastada, cresceram as dificuldades econômicas e o desemprego. Surgiram muitos conflitos sociais, como o aumento de greves, revoltas e reivindicações. Os burgueses, sentindo-se ameaçados, se apoiaram num pequeno grupo político, disposto a acabar com a força revolucionária: os fascistas. Eles disputavam o poder com os socialistas.O fascismo é uma ideologia totalitária, que defende o Estado como incorporador e representante de todos os interesses do povo, e nacionalista - a nação é considerada a mais alta forma de sociedade desenvolvida pelo homem. Ela surgiu na Itália depois da Primeira Guerra. O fascismo tinha suporte no movimento de renovação da burguesia nacionalista e no temor de que revoluções operárias, como a russa e a alemã, se repetissem na Itália. A fundação, em 1914, por Benito Mussolini, dos Combatentes do fascio (machado rodeado de varas, símbolo de autoridade no Império Romano) e das Esquadras de Ação, em oposição tanto ao regime democrático-parlamentar quanto ao perigo bolchevique, direcionou o apoio do empresariado.Este grupo político, que era formado por anarquistas, sindicalistas, nacionalistas e antigos combatentes mal adaptados à vida civil, concorreu às eleições em 1919, sendo derrotados e não obtendo uma cadeira sequer no Parlamento.Os fascistas estavam dispostos a derramar seu sangue pela revolução. Mas Mussolini teve de remodelar seu partido, pois o fracasso nas eleições mostrou todas as deficiências deste. E, após ser reorganizado em moldes para-militares, todos os seus membros passaram a usar camisas negras, um símbolo de luto da Itália.Mussolini conseguia arrastar multidões com seus discursos simples, mas conturbantes, pois, além de oportunista, era um hábil orador, que se preparava para chegar ao poder. Os fascistas no poder Mesmo não tendo uma doutrina firme, sendo inclusive, contraditórios na maioria das vezes, os fascistas passaram de 200.000 em 1919 para 300.000 em 1921.Os fascistas aproveitaram-se da anarquia reinante na Itália para se impor. Atacavam socialistas e comunistas, organizavam "expedições punitivas" e exaltavam a violência em nome do nacionalismo.Em Julho de 1922, a violência fascista evitou uma greve geral, decretada pelos partidos de esquerda. Foi então preparado um golpe de força que seria apoiado militarmente por uma marcha sobre Roma. Em 26 de Outubro, Mussolini exigiu o poder ao Rei Vítor Manuel III, e foi encarregado de organizar um ministério, onde foram introduzidos vários simpatizantes do fascismo. A partir deste momento, os fascistas detinham muitos poderes, apesar de o governo manter as aparências, continuando a existir a Câmara dos Deputados e o Senado, e, de todos os 14 ministros, somente 4 serem fascistas.E, nas eleições de 1924, quando os fascistas obtiveram 3/4 dos votos, os métodos para chegar a este resultado foram muito violentos. Já em 3 de Janeiro de 1925, Mussolini estabeleceu um regime totalitário de governo. A oposição foi eliminada, a constituição reformada, desapareceram o Senado e a Câmara dos Deputados. Foi estabelecida a linha única de candidatos e apenas um partido continuou a existir. Assim, Mussolini, chefe do Partido Fascista, tornou-se ditador absoluto da Itália (Duce). As realizações do Fascismo Desde 1870, as relações entre a Igreja e o Estado estavam abaladas. Mas, com o Tratado de Latrão, Mussolini resolveu o problema. O papado teria uma compensação financeira pela perda dos seus territórios; o casamento civil seria equiparado ao religioso e o ensino da religião católica seria obrigatório em todas as escolas. Para Mussolini, foi uma ótima jogada política, pois atraiu os católicos para o seu partido. Mas ainda não satisfeito, continuou vigiando as publicações da igreja. O estado foi organizado corporativamente: todos os profissionais estariam agrupados numa corporação, desde patrões até empregados. Greves eram proibidas e todos os problemas eram enviados ao Estado. Assim, as corporações tendiam a constituir um fator de cooperação entre as classes, e não de briga entre elas. A economia italiana teve mudanças somente na fachada, já que todas as categorias profissionais passaram a ser representadas em uma Câmara das Corporações. Já na política demográfica, o governo estabeleceu vantagens para as famílias numerosas, por que a expansão italiana deveria ser assegurada por uma população forte. Mas a reação demográfica foi reduzida: a natalidade cresceu pouco, declinando apenas os índices de mortalidade e emigração. Para resolver o problema econômico, foram iniciados grandes trabalhos públicos: auto-estradas, aquedutos, edifícios habitacionais. A indústria foi dinamizada nos setores hidroelétrico, da construção naval, aeronáutica, automobilística, etc. No setor agrícola, a batalha do trigo aumentou a produção de 46 a 65 milhões de quintais, permitindo à Itália dispensar importações do produto. Dessa forma, o governo fascista de Mussolini procurou conduzir a Itália pelo caminho do desenvolvimento econômico. Contudo, apesar de aumentados pela propaganda, os resultados dos primeiros anos pareciam bastante modestos, se comparados com o programa apresentado inicialmente.
Na Alemanha o movimento fascista foi chamado de nazismo. A suástica era o símbolo Nazista Após a Primeira Grande Guerra, a Alemanha passou por uma crise. Além da derrota, os alemães tiveram que pagar uma dívida de guerra aos ingleses e franceses e a crise de 29 prejudicou ainda mais a situação, levando milhares de alemães ao desemprego e ao desespero. Tudo isso contribuiu para fortalecer ainda mais os movimentos radicais, sobretudo o nazismo. O sentimento de vingança crescia cada vez mais entre os alemães. O partido nazista, chefiado por Adolf Hitler, ganhava muitos votos. Eles acusavam comunistas, liberais e judeus da desordem e prometiam restaurar o orgulho de ser alemão. Os nazistas diziam que os alemães pertenciam a uma raça superior (ariana). Em um país que vivia na miséria, os nazistas ofereciam a chance de melhora e a esperança de um país melhor. Formavam grupos de jovens que iam às ruas perseguir seus inimigos. As propagandas enganosas ajudaram Hitler a ser transformado no “Salvador da Alemanha”. Hitler nasceu na Áustria em abril de 1889 e se alistou no exército alemão aos 25 anos de idade. Em 1919, ingressou no Partido Operário Alemão (grupo de direita) do qual foi presidente, mais tarde este partido foi rebatizado com o nome de Partido Operário Nacional-Socialista Alemão. Em 1921, criou suas próprias forças de ataque – as SA (Sturmabteilung). O enfraquecimento dos demais partidos políticos e um golpe de estado contribuíram muito para que os nazistas tomassem o poder. Porém, antes de consegui-lo, Hitler havia tentado um outro golpe de estado em 1923, isso o levou para a prisão, onde escreveu “Mein Kampf” (Minha Luta), obra em que registrou suas idéias a respeito das raças do mundo. Quando saiu da prisão, reorganizou o partido e criou uma espécie de polícia militar – a SS (Schutzstaffel). Com todos os problemas que a Alemanha passava (inflação, desemprego), o partido nazista ganhava adeptos e votos devido a uma propaganda política competente. Em 1923, empresas capitalistas passaram a apoiá-lo financeiramente. O presidente Hindenburg encarregou o chefe do Partido Nacional Popular de formar o governo, e este pediu apoio aos nazistas. Hitler concordou com uma condição: queria o posto de chanceler (chefia do governo). Cargo que conseguiu em janeiro de 1933. Dotado de poder, mandou incendiar o edifício do Reichstag (Parlamento) para jogar a culpa nos comunistas, extinguiu os partidos políticos (menos o nazista) e os sindicatos por 3 anos, diminuiu os direitos dos estados em favor do poder central e tomou medidas anti-semitas. Todos os opositores de Hitler foram assassinados e um desses massacres ficou conhecido como “Noite dos Longos Punhais”, em junho de 1934. Para tanto, utilizou a violência da SS. No mesmo ano, com a morte de Hindenburg, Hitler assumiu a presidência e as Forças Armadas deveriam prestar-lhe juramento de fidelidade. Muitos opositores (juntamente com comunistas e judeus) foram levados para os campos de concentração. O partido nazista controlava a população e esse controle era feito pelo Ministro Joseph Goebbels que fiscalizava a imprensa, a literatura, o cinema e o rádio (principal instrumento de comunicação das massas). Já no final da Segunda Guerra quando as tropas aliadas entraram na capital alemã, Hitler (que estava em seu esconderijo) cometeu suicídio. Racismo, totalitarismo e nacionalismo foram alguns ideais seguidos pelos nazistas. O nazismo levou milhares de pessoas (judeus, homossexuais, ciganos) à morte. Muitos, inclusive, foram usados em terríveis experiências médicas. Até hoje, a humanidade lembra, relembra e sofre ao recordar este lamentável episódio da nossa história universal, que ficou conhecido como Holocausto.
As 14 características do fascismo - Umberto Eco filósofo italiano : “New York Review of Books” junho de 1995. - “(...) A despeito dessa confusão, considero possível indicar uma lista de características típicas daquilo que eu gostaria de chamar de “Ur-Fascismo”, ou “fascismo eterno”. Tais características não podem ser reunidas em um sistema; muitas se contradizem entre si e são típicas de outras formas de despotismo ou fanatismo. Mas é suficiente que uma delas se apresente para fazer com que se forme uma nebulosa fascista.”
1 - Culto à tradição - 2 - Rejeição à modernidade -3 - Culto da ação pela ação (descrédito da atividade intelectual) 4 - Ataque ao espírito crítico 5 - Medo da diferença, racismo e ataque à diversidade 6 - O fascismo eterno deriva de frustrações individuais ou sociais 7 - Entre pessoas sem identidade social, o fascismo ressalta o privilégio comum de nascimento num mesmo país 8 - Os seguidores devem se sentir humilhados pela ostentação, riqueza e força dos seus inimigos 9 - Não há luta pela vida, mas a vida é vivida pela luta 10 - Desprezo pelos mais fracos 11 - Todos são educados para se tornarem heróis 12 - Levado pelo heroísmo e pela guerra, o fascismo universal reforça o sentimento machista 13 - Populismo seletivo, dando a impressão de que o povo tem voz, enquanto é governado com mão de ferro 14 - “Novilíngua”: empobrecimento do vocabulário e da sintaxe para limitar o pensamento
1. A primeira característica de um Ur-Fascismo é o culto da tradição. O tradicionalismo é mais velho que o fascismo. Não somente foi típico do pensamento contra-reformista católico depois da Revolução Francesa, mas nasceu no final da idade helenística como uma reação ao racionalismo grego clássico. Na bacia do Mediterrâneo, povos de religiões diversas (todas aceitas com indulgência pelo Panteon romano) começaram a sonhar com uma revelação recebida na aurora da história humana. Essa revelação permaneceu longo tempo escondida sob o véu de línguas então esquecidas. Havia sido confiada aos hieróglifos egípcios, às runas dos celtas, aos textos sacros, ainda desconhecidos, das religiões asiáticas. Essa nova cultura tinha que ser sincretista. “Sincretismo” não é somente, como indicam os dicionários, a combinação de formas diversas de crenças ou práticas. Uma combinação assim deve tolerar contradições. Todas as mensagens originais contêm um germe de sabedoria e, quando parecem dizer coisas diferentes ou incompatíveis, é apenas porque todas aludem, alegoricamente, a alguma verdade primitiva. Como consequência, não pode existir avanço do saber. A verdade já foi anunciada de uma vez por todas, e só podemos continuar a interpretar sua obscura mensagem. É suficiente observar o ideário de qualquer movimento fascista para encontrar os principais pensadores tradicionalistas. A gnose nazista nutria-se de elementos tradicionalistas, sincretistas ocultos. A mais importante fonte teórica da nova direita italiana Julius Evola, misturava o Graal com os Protocolos dos Sábios de Sião, a alquimia com o Sacro Império Romano. O próprio fato de que, para demonstrar sua abertura mental, a direita italiana tenha recentemente ampliado seu ideário juntando De Maistre, Guenon e Gramsci é uma prova evidente de sincretismo. Se remexerem nas prateleiras que nas livrarias americanas trazem a indicação “New Age”, irão encontrar até mesmo Santo Agostinho e, que eu saiba, ele não era fascista. Mas o próprio fato de juntar Santo Agostinho e Stonehenge, isto é um sintoma de Ur-Fascismo.
2. O tradicionalismo implica a recusa da modernidade. Tanto os fascistas como os nazistas adoravam a tecnologia, enquanto os tradicionalistas em geral recusam a tecnologia como negação dos valores espirituais tradicionais. Contudo, embora o nazismo tivesse orgulho de seus sucessos industriais, seu elogio da modernidade era apenas o aspecto superficial de uma ideologia baseada no “sangue” e na “terra” (Blut und Boden). A recusa do mundo moderno era camuflada como condenação do modo de vida capitalista, mas referia-se principalmente à rejeição do espírito de 1789 (ou 1776, obviamente). O iluminismo, a idade da Razão eram vistos como o início da depravação moderna. Nesse sentido, o Ur-Fascismo pode ser definido como “irracionalismo”.
3. O irracionalismo depende também do culto da ação pela ação. A ação é bela em si, portanto, deve ser realizada antes de e sem nenhuma reflexão. Pensar é uma forma de castração. Por isso, a cultura é suspeita na medida em que é identificada com atitudes críticas. Da declaração atribuída a Goebbels (“Quando ouço falar em cultura, pego logo a pistola”) ao uso frequente de expressões como “Porcos intelectuais”, “Cabeças ocas”, “Esnobes radicais”, “As universidades são um ninho de comunistas”, a suspeita em relação ao mundo intelectual sempre foi um sintoma de Ur-Fascismo. Os intelectuais fascistas oficiais estavam empenhados principalmente em acusar a cultura moderna e a inteligência liberal de abandono dos valores tradicionais.
4. Ataque ao espírito crítico Nenhuma forma de sincretismo pode aceitar críticas. O espírito crítico opera distinções, e distinguir é um sinal de modernidade. Na cultura moderna, a comunidade científica percebe o desacordo como instrumento de avanço dos conhecimentos. Para o Ur-Fascismo, o desacordo é traição.
5. Medo da diferença, racismo e ataque à diversidade O desacordo é, além disso, um sinal de diversidade. O Ur-Fascismo cresce e busca o consenso desfrutando e exacerbando o natural medo da diferença. O primeiro apelo de um movimento fascista ou que está se tornando fascista é contra os intrusos. O Ur-Fascismo é, portanto, racista por definição.
6. O Ur-Fascismo provém da frustração individual ou social. O que explica por que uma das características dos fascismos históricos tem sido o apelo às classes médias frustradas, desvalorizadas por alguma crise econômica ou humilhação política, assustadas pela pressão dos grupos sociais subalternos. Em nosso tempo, em que os velhos “proletários” estão se transformando em pequena burguesia (e o lumpesinato se auto exclui da cena política), o fascismo encontrará nessa nova maioria seu auditório.
7. Xenofobia.Para os que se vêem privados de qualquer identidade social, o Ur-Fascismo diz que seu único privilégio é o mais comum de todos: ter nascido em um mesmo país. Esta é a origem do “nacionalismo”. Além disso, os únicos que podem fornecer uma identidade às nações são os inimigos. Assim, na raiz da psicologia Ur-Fascista está a obsessão do complô, possivelmente internacional. Os seguidores têm que se sentir sitiados. O modo mais fácil de fazer emergir um complô é fazer apelo à xenofobia. Mas o complô tem que vir também do interior: os judeus são, em geral, o melhor objetivo porque oferecem a vantagem de estar, ao mesmo tempo, dentro e fora. Na América, o último exemplo de obsessão pelo complô foi o livro The New World Order, de Pat Robertson.
8. Sentimento de humilhação pela riqueza ostensiva e pela força do inimigo Os adeptos devem sentir-se humilhados pela riqueza ostensiva e pela força do inimigo. Quando eu era criança ensinavam-me que os ingleses eram o “povo das cinco refeições”: comiam mais frequentemente que os italianos, pobres mas sóbrios. Os judeus são ricos e ajudam-se uns aos outros graças a uma rede secreta de mútua assistência. Os adeptos devem, contudo, estar convencidos de que podem derrotar o inimigo. Assim, graças a um contínuo deslocamento de registro retórico, os inimigos são, ao mesmo tempo, fortes demais e fracos demais. Os fascismos estão condenados a perder suas guerras, pois são constitutivamente incapazes de avaliar com objetividade a força do inimigo.
9. Não há luta pela vida, mas a vida é vivida pela luta Para o Ur-Fascismo não há luta pela vida, mas antes “vida para a luta”. Logo, o pacifismo é conluio com o inimigo; o pacifismo é mau porque a vida é uma guerra permanente. Contudo, isso traz consigo um complexo de Armagedon: a partir do momento em que os inimigos podem e devem ser derrotados, tem que haver uma batalha final e, em seguida, o movimento assumirá o controle do mundo. Uma solução final semelhante implica uma sucessiva era de paz, uma idade de Ouro que contestaria o princípio da guerra permanente. Nenhum líder fascista conseguiu resolver essa contradição.
10. Desprezo pelos mais fracos O elitismo é um aspecto típico de qualquer ideologia reacionária, enquanto fundamentalmente aristocrática. No curso da história, todos os elitismos aristocráticos e militaristas implicaram o desprezo pelos fracos. O Ur-Fascismo não pode deixar de pregar um “elitismo popular”. Todos os cidadãos pertencem ao melhor povo do mundo, os membros do partido são os melhores cidadãos, todo cidadão pode (ou deve) tornar-se membro do partido. Mas patrícios não podem existir sem plebeus. O líder, que sabem muito em que seu poder não foi obtido por delegação, mas conquistado pela força, sabe também que sua força baseia-se na debilidade das massas, tão fracas que têm necessidade e merecem um “dominador”. No momento em que o grupo é organizado hierarquicamente (segundo um modelo militar), qualquer líder subordinado despreza seus subalternos e cada um deles despreza, por sua vez, os seus subordinados. Tudo isso reforça o sentido de elitismo de massa.
11. Todos são educados para se tornarem heróis Nesta perspectiva, cada um é educado para tornar-se um herói. Em qualquer mitologia, o “herói” é um ser excepcional, mas na ideologia Ur-Fascista o heroísmo é a norma. Este culto do heroísmo é estreitamente ligado ao culto da morte: não é por acaso que o mote dos falangistas era: “Viva la muerte!” À gente normal diz-se que a morte é desagradável, mas é preciso enfrentá-la com dignidade; aos crentes, diz-se que é um modo doloroso de atingir a felicidade sobrenatural. O herói Ur-Fascista, ao contrário, aspira à morte, anunciada como a melhor recompensa para uma vida heróica. O herói Ur-Fascista espera impacientemente pela morte. E sua impaciência, é preciso ressaltar, consegue na maior parte das vezes levar os outros à morte.
12. Sentimento machista Como tanto a guerra permanente como o heroísmo são jogos difíceis de jogar, o Ur-Fascista transfere sua vontade de poder para questões sexuais. Esta é a origem do machismo (que implica desdém pelas mulheres e uma condenação intolerante de hábitos sexuais não-conformistas, da castidade à homossexualidade). Como o sexo também é um jogo difícil de jogar, o herói Ur-Fascista joga com as armas, que são seu Ersatz fálico: seus jogos de guerra são devidos a uma invidia penis permanente.
13. Populismo seletivo O Ur-Fascismo baseia-se em um “populismo qualitativo”. Em uma democracia, os cidadãos gozam de direitos individuais, mas o conjunto de cidadãos só é dotado de impacto político do ponto de vista quantitativo (as decisões da maioria são acatadas). Para o Ur-Fascismo os indivíduos enquanto indivíduos não têm direitos e “o povo” é concebido como uma qualidade, uma entidade monolítica que exprime “a vontade comum”. Como nenhuma quantidade de seres humanos pode ter uma vontade comum, o líder apresenta-se como seu intérprete. Tendo perdido seu poder de delegar, os cidadãos não agem, são chamados apenas pars pro toto, para assumir o papel de povo. O povo é, assim, apenas uma ficção teatral. Para ter um bom exemplo de populismo qualitativo, não precisamos mais da Piazza Venezia ou do estádio de Nuremberg. Em nosso futuro desenha-se um populismo qualitativo TV ou Internet, no qual a resposta emocional de um grupo selecionado de cidadãos pode ser apresentada e aceita como a “voz do povo”. Em virtude de seu populismo qualitativo, o Ur-Fascismo deve opor-se aos “pútridos” governos parlamentares. Uma das primeiras frases pronunciadas por Mussolini no parlamento italiano foi: “Eu poderia ter transformado esta assembléia surda e cinza em um acampamento para meus regimentos”. De fato, ele logo encontrou alojamento melhor para seus regimentos e pouco depois liquidou o parlamento. Cada vez que um político põe em dúvida a legitimidade do parlamento por não representar mais a “voz do povo”, pode-se sentir o cheiro de Ur-Fascismo.
14. “Novilíngua”: empobrecimento do vocabulário e da sintaxe para limitar o pensamento O Ur-Fascismo fala a “novilíngua”. A “novilíngua” foi inventada por Orwell em 1984, como língua oficial do Ingsoc, o Socialismo Inglês, mas certos elementos de Ur-Fascismo são comuns a diversas formas de ditadura. Todos os textos escolares nazistas ou fascistas baseavam-se em um léxico pobre e em uma sintaxe elementar, com o fim de limitar os instrumentos para um raciocínio complexo e crítico. Devemos, porém estar prontos a identificar outras formas de novilíngua, mesmo quando tomam a forma inocente de um talk-show popular.
O Fascismo Italiano As consequências da Primeira Guerra Mundial foram desastrosas para a Itália. Além do saldo negativo de 650.000 mortos e a região de Veneza devastada, cresceram as dificuldades econômicas e o desemprego. Surgiram muitos conflitos sociais, como o aumento de greves, revoltas e reivindicações. Os burgueses, sentindo-se ameaçados, se apoiaram num pequeno grupo político, disposto a acabar com a força revolucionária: os fascistas. Eles disputavam o poder com os socialistas.O fascismo é uma ideologia totalitária, que defende o Estado como incorporador e representante de todos os interesses do povo, e nacionalista - a nação é considerada a mais alta forma de sociedade desenvolvida pelo homem. Ela surgiu na Itália depois da Primeira Guerra. O fascismo tinha suporte no movimento de renovação da burguesia nacionalista e no temor de que revoluções operárias, como a russa e a alemã, se repetissem na Itália. A fundação, em 1914, por Benito Mussolini, dos Combatentes do fascio (machado rodeado de varas, símbolo de autoridade no Império Romano) e das Esquadras de Ação, em oposição tanto ao regime democrático-parlamentar quanto ao perigo bolchevique, direcionou o apoio do empresariado.Este grupo político, que era formado por anarquistas, sindicalistas, nacionalistas e antigos combatentes mal adaptados à vida civil, concorreu às eleições em 1919, sendo derrotados e não obtendo uma cadeira sequer no Parlamento.Os fascistas estavam dispostos a derramar seu sangue pela revolução. Mas Mussolini teve de remodelar seu partido, pois o fracasso nas eleições mostrou todas as deficiências deste. E, após ser reorganizado em moldes para-militares, todos os seus membros passaram a usar camisas negras, um símbolo de luto da Itália.Mussolini conseguia arrastar multidões com seus discursos simples, mas conturbantes, pois, além de oportunista, era um hábil orador, que se preparava para chegar ao poder. Os fascistas no poder Mesmo não tendo uma doutrina firme, sendo inclusive, contraditórios na maioria das vezes, os fascistas passaram de 200.000 em 1919 para 300.000 em 1921.Os fascistas aproveitaram-se da anarquia reinante na Itália para se impor. Atacavam socialistas e comunistas, organizavam "expedições punitivas" e exaltavam a violência em nome do nacionalismo.Em Julho de 1922, a violência fascista evitou uma greve geral, decretada pelos partidos de esquerda. Foi então preparado um golpe de força que seria apoiado militarmente por uma marcha sobre Roma. Em 26 de Outubro, Mussolini exigiu o poder ao Rei Vítor Manuel III, e foi encarregado de organizar um ministério, onde foram introduzidos vários simpatizantes do fascismo. A partir deste momento, os fascistas detinham muitos poderes, apesar de o governo manter as aparências, continuando a existir a Câmara dos Deputados e o Senado, e, de todos os 14 ministros, somente 4 serem fascistas.E, nas eleições de 1924, quando os fascistas obtiveram 3/4 dos votos, os métodos para chegar a este resultado foram muito violentos. Já em 3 de Janeiro de 1925, Mussolini estabeleceu um regime totalitário de governo. A oposição foi eliminada, a constituição reformada, desapareceram o Senado e a Câmara dos Deputados. Foi estabelecida a linha única de candidatos e apenas um partido continuou a existir. Assim, Mussolini, chefe do Partido Fascista, tornou-se ditador absoluto da Itália (Duce). As realizações do Fascismo Desde 1870, as relações entre a Igreja e o Estado estavam abaladas. Mas, com o Tratado de Latrão, Mussolini resolveu o problema. O papado teria uma compensação financeira pela perda dos seus territórios; o casamento civil seria equiparado ao religioso e o ensino da religião católica seria obrigatório em todas as escolas. Para Mussolini, foi uma ótima jogada política, pois atraiu os católicos para o seu partido. Mas ainda não satisfeito, continuou vigiando as publicações da igreja. O estado foi organizado corporativamente: todos os profissionais estariam agrupados numa corporação, desde patrões até empregados. Greves eram proibidas e todos os problemas eram enviados ao Estado. Assim, as corporações tendiam a constituir um fator de cooperação entre as classes, e não de briga entre elas. A economia italiana teve mudanças somente na fachada, já que todas as categorias profissionais passaram a ser representadas em uma Câmara das Corporações. Já na política demográfica, o governo estabeleceu vantagens para as famílias numerosas, por que a expansão italiana deveria ser assegurada por uma população forte. Mas a reação demográfica foi reduzida: a natalidade cresceu pouco, declinando apenas os índices de mortalidade e emigração. Para resolver o problema econômico, foram iniciados grandes trabalhos públicos: auto-estradas, aquedutos, edifícios habitacionais. A indústria foi dinamizada nos setores hidroelétrico, da construção naval, aeronáutica, automobilística, etc. No setor agrícola, a batalha do trigo aumentou a produção de 46 a 65 milhões de quintais, permitindo à Itália dispensar importações do produto. Dessa forma, o governo fascista de Mussolini procurou conduzir a Itália pelo caminho do desenvolvimento econômico. Contudo, apesar de aumentados pela propaganda, os resultados dos primeiros anos pareciam bastante modestos, se comparados com o programa apresentado inicialmente.
Na Alemanha o movimento fascista foi chamado de nazismo. A suástica era o símbolo Nazista Após a Primeira Grande Guerra, a Alemanha passou por uma crise. Além da derrota, os alemães tiveram que pagar uma dívida de guerra aos ingleses e franceses e a crise de 29 prejudicou ainda mais a situação, levando milhares de alemães ao desemprego e ao desespero. Tudo isso contribuiu para fortalecer ainda mais os movimentos radicais, sobretudo o nazismo. O sentimento de vingança crescia cada vez mais entre os alemães. O partido nazista, chefiado por Adolf Hitler, ganhava muitos votos. Eles acusavam comunistas, liberais e judeus da desordem e prometiam restaurar o orgulho de ser alemão. Os nazistas diziam que os alemães pertenciam a uma raça superior (ariana). Em um país que vivia na miséria, os nazistas ofereciam a chance de melhora e a esperança de um país melhor. Formavam grupos de jovens que iam às ruas perseguir seus inimigos. As propagandas enganosas ajudaram Hitler a ser transformado no “Salvador da Alemanha”. Hitler nasceu na Áustria em abril de 1889 e se alistou no exército alemão aos 25 anos de idade. Em 1919, ingressou no Partido Operário Alemão (grupo de direita) do qual foi presidente, mais tarde este partido foi rebatizado com o nome de Partido Operário Nacional-Socialista Alemão. Em 1921, criou suas próprias forças de ataque – as SA (Sturmabteilung). O enfraquecimento dos demais partidos políticos e um golpe de estado contribuíram muito para que os nazistas tomassem o poder. Porém, antes de consegui-lo, Hitler havia tentado um outro golpe de estado em 1923, isso o levou para a prisão, onde escreveu “Mein Kampf” (Minha Luta), obra em que registrou suas idéias a respeito das raças do mundo. Quando saiu da prisão, reorganizou o partido e criou uma espécie de polícia militar – a SS (Schutzstaffel). Com todos os problemas que a Alemanha passava (inflação, desemprego), o partido nazista ganhava adeptos e votos devido a uma propaganda política competente. Em 1923, empresas capitalistas passaram a apoiá-lo financeiramente. O presidente Hindenburg encarregou o chefe do Partido Nacional Popular de formar o governo, e este pediu apoio aos nazistas. Hitler concordou com uma condição: queria o posto de chanceler (chefia do governo). Cargo que conseguiu em janeiro de 1933. Dotado de poder, mandou incendiar o edifício do Reichstag (Parlamento) para jogar a culpa nos comunistas, extinguiu os partidos políticos (menos o nazista) e os sindicatos por 3 anos, diminuiu os direitos dos estados em favor do poder central e tomou medidas anti-semitas. Todos os opositores de Hitler foram assassinados e um desses massacres ficou conhecido como “Noite dos Longos Punhais”, em junho de 1934. Para tanto, utilizou a violência da SS. No mesmo ano, com a morte de Hindenburg, Hitler assumiu a presidência e as Forças Armadas deveriam prestar-lhe juramento de fidelidade. Muitos opositores (juntamente com comunistas e judeus) foram levados para os campos de concentração. O partido nazista controlava a população e esse controle era feito pelo Ministro Joseph Goebbels que fiscalizava a imprensa, a literatura, o cinema e o rádio (principal instrumento de comunicação das massas). Já no final da Segunda Guerra quando as tropas aliadas entraram na capital alemã, Hitler (que estava em seu esconderijo) cometeu suicídio. Racismo, totalitarismo e nacionalismo foram alguns ideais seguidos pelos nazistas. O nazismo levou milhares de pessoas (judeus, homossexuais, ciganos) à morte. Muitos, inclusive, foram usados em terríveis experiências médicas. Até hoje, a humanidade lembra, relembra e sofre ao recordar este lamentável episódio da nossa história universal, que ficou conhecido como Holocausto.
As 14 características do fascismo - Umberto Eco filósofo italiano : “New York Review of Books” junho de 1995. - “(...) A despeito dessa confusão, considero possível indicar uma lista de características típicas daquilo que eu gostaria de chamar de “Ur-Fascismo”, ou “fascismo eterno”. Tais características não podem ser reunidas em um sistema; muitas se contradizem entre si e são típicas de outras formas de despotismo ou fanatismo. Mas é suficiente que uma delas se apresente para fazer com que se forme uma nebulosa fascista.”
1 - Culto à tradição - 2 - Rejeição à modernidade -3 - Culto da ação pela ação (descrédito da atividade intelectual) 4 - Ataque ao espírito crítico 5 - Medo da diferença, racismo e ataque à diversidade 6 - O fascismo eterno deriva de frustrações individuais ou sociais 7 - Entre pessoas sem identidade social, o fascismo ressalta o privilégio comum de nascimento num mesmo país 8 - Os seguidores devem se sentir humilhados pela ostentação, riqueza e força dos seus inimigos 9 - Não há luta pela vida, mas a vida é vivida pela luta 10 - Desprezo pelos mais fracos 11 - Todos são educados para se tornarem heróis 12 - Levado pelo heroísmo e pela guerra, o fascismo universal reforça o sentimento machista 13 - Populismo seletivo, dando a impressão de que o povo tem voz, enquanto é governado com mão de ferro 14 - “Novilíngua”: empobrecimento do vocabulário e da sintaxe para limitar o pensamento
1. A primeira característica de um Ur-Fascismo é o culto da tradição. O tradicionalismo é mais velho que o fascismo. Não somente foi típico do pensamento contra-reformista católico depois da Revolução Francesa, mas nasceu no final da idade helenística como uma reação ao racionalismo grego clássico. Na bacia do Mediterrâneo, povos de religiões diversas (todas aceitas com indulgência pelo Panteon romano) começaram a sonhar com uma revelação recebida na aurora da história humana. Essa revelação permaneceu longo tempo escondida sob o véu de línguas então esquecidas. Havia sido confiada aos hieróglifos egípcios, às runas dos celtas, aos textos sacros, ainda desconhecidos, das religiões asiáticas. Essa nova cultura tinha que ser sincretista. “Sincretismo” não é somente, como indicam os dicionários, a combinação de formas diversas de crenças ou práticas. Uma combinação assim deve tolerar contradições. Todas as mensagens originais contêm um germe de sabedoria e, quando parecem dizer coisas diferentes ou incompatíveis, é apenas porque todas aludem, alegoricamente, a alguma verdade primitiva. Como consequência, não pode existir avanço do saber. A verdade já foi anunciada de uma vez por todas, e só podemos continuar a interpretar sua obscura mensagem. É suficiente observar o ideário de qualquer movimento fascista para encontrar os principais pensadores tradicionalistas. A gnose nazista nutria-se de elementos tradicionalistas, sincretistas ocultos. A mais importante fonte teórica da nova direita italiana Julius Evola, misturava o Graal com os Protocolos dos Sábios de Sião, a alquimia com o Sacro Império Romano. O próprio fato de que, para demonstrar sua abertura mental, a direita italiana tenha recentemente ampliado seu ideário juntando De Maistre, Guenon e Gramsci é uma prova evidente de sincretismo. Se remexerem nas prateleiras que nas livrarias americanas trazem a indicação “New Age”, irão encontrar até mesmo Santo Agostinho e, que eu saiba, ele não era fascista. Mas o próprio fato de juntar Santo Agostinho e Stonehenge, isto é um sintoma de Ur-Fascismo.
2. O tradicionalismo implica a recusa da modernidade. Tanto os fascistas como os nazistas adoravam a tecnologia, enquanto os tradicionalistas em geral recusam a tecnologia como negação dos valores espirituais tradicionais. Contudo, embora o nazismo tivesse orgulho de seus sucessos industriais, seu elogio da modernidade era apenas o aspecto superficial de uma ideologia baseada no “sangue” e na “terra” (Blut und Boden). A recusa do mundo moderno era camuflada como condenação do modo de vida capitalista, mas referia-se principalmente à rejeição do espírito de 1789 (ou 1776, obviamente). O iluminismo, a idade da Razão eram vistos como o início da depravação moderna. Nesse sentido, o Ur-Fascismo pode ser definido como “irracionalismo”.
3. O irracionalismo depende também do culto da ação pela ação. A ação é bela em si, portanto, deve ser realizada antes de e sem nenhuma reflexão. Pensar é uma forma de castração. Por isso, a cultura é suspeita na medida em que é identificada com atitudes críticas. Da declaração atribuída a Goebbels (“Quando ouço falar em cultura, pego logo a pistola”) ao uso frequente de expressões como “Porcos intelectuais”, “Cabeças ocas”, “Esnobes radicais”, “As universidades são um ninho de comunistas”, a suspeita em relação ao mundo intelectual sempre foi um sintoma de Ur-Fascismo. Os intelectuais fascistas oficiais estavam empenhados principalmente em acusar a cultura moderna e a inteligência liberal de abandono dos valores tradicionais.
4. Ataque ao espírito crítico Nenhuma forma de sincretismo pode aceitar críticas. O espírito crítico opera distinções, e distinguir é um sinal de modernidade. Na cultura moderna, a comunidade científica percebe o desacordo como instrumento de avanço dos conhecimentos. Para o Ur-Fascismo, o desacordo é traição.
5. Medo da diferença, racismo e ataque à diversidade O desacordo é, além disso, um sinal de diversidade. O Ur-Fascismo cresce e busca o consenso desfrutando e exacerbando o natural medo da diferença. O primeiro apelo de um movimento fascista ou que está se tornando fascista é contra os intrusos. O Ur-Fascismo é, portanto, racista por definição.
6. O Ur-Fascismo provém da frustração individual ou social. O que explica por que uma das características dos fascismos históricos tem sido o apelo às classes médias frustradas, desvalorizadas por alguma crise econômica ou humilhação política, assustadas pela pressão dos grupos sociais subalternos. Em nosso tempo, em que os velhos “proletários” estão se transformando em pequena burguesia (e o lumpesinato se auto exclui da cena política), o fascismo encontrará nessa nova maioria seu auditório.
7. Xenofobia.Para os que se vêem privados de qualquer identidade social, o Ur-Fascismo diz que seu único privilégio é o mais comum de todos: ter nascido em um mesmo país. Esta é a origem do “nacionalismo”. Além disso, os únicos que podem fornecer uma identidade às nações são os inimigos. Assim, na raiz da psicologia Ur-Fascista está a obsessão do complô, possivelmente internacional. Os seguidores têm que se sentir sitiados. O modo mais fácil de fazer emergir um complô é fazer apelo à xenofobia. Mas o complô tem que vir também do interior: os judeus são, em geral, o melhor objetivo porque oferecem a vantagem de estar, ao mesmo tempo, dentro e fora. Na América, o último exemplo de obsessão pelo complô foi o livro The New World Order, de Pat Robertson.
8. Sentimento de humilhação pela riqueza ostensiva e pela força do inimigo Os adeptos devem sentir-se humilhados pela riqueza ostensiva e pela força do inimigo. Quando eu era criança ensinavam-me que os ingleses eram o “povo das cinco refeições”: comiam mais frequentemente que os italianos, pobres mas sóbrios. Os judeus são ricos e ajudam-se uns aos outros graças a uma rede secreta de mútua assistência. Os adeptos devem, contudo, estar convencidos de que podem derrotar o inimigo. Assim, graças a um contínuo deslocamento de registro retórico, os inimigos são, ao mesmo tempo, fortes demais e fracos demais. Os fascismos estão condenados a perder suas guerras, pois são constitutivamente incapazes de avaliar com objetividade a força do inimigo.
9. Não há luta pela vida, mas a vida é vivida pela luta Para o Ur-Fascismo não há luta pela vida, mas antes “vida para a luta”. Logo, o pacifismo é conluio com o inimigo; o pacifismo é mau porque a vida é uma guerra permanente. Contudo, isso traz consigo um complexo de Armagedon: a partir do momento em que os inimigos podem e devem ser derrotados, tem que haver uma batalha final e, em seguida, o movimento assumirá o controle do mundo. Uma solução final semelhante implica uma sucessiva era de paz, uma idade de Ouro que contestaria o princípio da guerra permanente. Nenhum líder fascista conseguiu resolver essa contradição.
10. Desprezo pelos mais fracos O elitismo é um aspecto típico de qualquer ideologia reacionária, enquanto fundamentalmente aristocrática. No curso da história, todos os elitismos aristocráticos e militaristas implicaram o desprezo pelos fracos. O Ur-Fascismo não pode deixar de pregar um “elitismo popular”. Todos os cidadãos pertencem ao melhor povo do mundo, os membros do partido são os melhores cidadãos, todo cidadão pode (ou deve) tornar-se membro do partido. Mas patrícios não podem existir sem plebeus. O líder, que sabem muito em que seu poder não foi obtido por delegação, mas conquistado pela força, sabe também que sua força baseia-se na debilidade das massas, tão fracas que têm necessidade e merecem um “dominador”. No momento em que o grupo é organizado hierarquicamente (segundo um modelo militar), qualquer líder subordinado despreza seus subalternos e cada um deles despreza, por sua vez, os seus subordinados. Tudo isso reforça o sentido de elitismo de massa.
11. Todos são educados para se tornarem heróis Nesta perspectiva, cada um é educado para tornar-se um herói. Em qualquer mitologia, o “herói” é um ser excepcional, mas na ideologia Ur-Fascista o heroísmo é a norma. Este culto do heroísmo é estreitamente ligado ao culto da morte: não é por acaso que o mote dos falangistas era: “Viva la muerte!” À gente normal diz-se que a morte é desagradável, mas é preciso enfrentá-la com dignidade; aos crentes, diz-se que é um modo doloroso de atingir a felicidade sobrenatural. O herói Ur-Fascista, ao contrário, aspira à morte, anunciada como a melhor recompensa para uma vida heróica. O herói Ur-Fascista espera impacientemente pela morte. E sua impaciência, é preciso ressaltar, consegue na maior parte das vezes levar os outros à morte.
12. Sentimento machista Como tanto a guerra permanente como o heroísmo são jogos difíceis de jogar, o Ur-Fascista transfere sua vontade de poder para questões sexuais. Esta é a origem do machismo (que implica desdém pelas mulheres e uma condenação intolerante de hábitos sexuais não-conformistas, da castidade à homossexualidade). Como o sexo também é um jogo difícil de jogar, o herói Ur-Fascista joga com as armas, que são seu Ersatz fálico: seus jogos de guerra são devidos a uma invidia penis permanente.
13. Populismo seletivo O Ur-Fascismo baseia-se em um “populismo qualitativo”. Em uma democracia, os cidadãos gozam de direitos individuais, mas o conjunto de cidadãos só é dotado de impacto político do ponto de vista quantitativo (as decisões da maioria são acatadas). Para o Ur-Fascismo os indivíduos enquanto indivíduos não têm direitos e “o povo” é concebido como uma qualidade, uma entidade monolítica que exprime “a vontade comum”. Como nenhuma quantidade de seres humanos pode ter uma vontade comum, o líder apresenta-se como seu intérprete. Tendo perdido seu poder de delegar, os cidadãos não agem, são chamados apenas pars pro toto, para assumir o papel de povo. O povo é, assim, apenas uma ficção teatral. Para ter um bom exemplo de populismo qualitativo, não precisamos mais da Piazza Venezia ou do estádio de Nuremberg. Em nosso futuro desenha-se um populismo qualitativo TV ou Internet, no qual a resposta emocional de um grupo selecionado de cidadãos pode ser apresentada e aceita como a “voz do povo”. Em virtude de seu populismo qualitativo, o Ur-Fascismo deve opor-se aos “pútridos” governos parlamentares. Uma das primeiras frases pronunciadas por Mussolini no parlamento italiano foi: “Eu poderia ter transformado esta assembléia surda e cinza em um acampamento para meus regimentos”. De fato, ele logo encontrou alojamento melhor para seus regimentos e pouco depois liquidou o parlamento. Cada vez que um político põe em dúvida a legitimidade do parlamento por não representar mais a “voz do povo”, pode-se sentir o cheiro de Ur-Fascismo.
14. “Novilíngua”: empobrecimento do vocabulário e da sintaxe para limitar o pensamento O Ur-Fascismo fala a “novilíngua”. A “novilíngua” foi inventada por Orwell em 1984, como língua oficial do Ingsoc, o Socialismo Inglês, mas certos elementos de Ur-Fascismo são comuns a diversas formas de ditadura. Todos os textos escolares nazistas ou fascistas baseavam-se em um léxico pobre e em uma sintaxe elementar, com o fim de limitar os instrumentos para um raciocínio complexo e crítico. Devemos, porém estar prontos a identificar outras formas de novilíngua, mesmo quando tomam a forma inocente de um talk-show popular.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Atividade 3os Anos 2o Bimestre
1- Revolta Egito
2- Revolta Tunísia
3- Revolta Líbia
4- Revolta Síria
5- Revolta Barhein
6- Revolta Iemem
7- Revolta Arábia Saudita
8- Crise enriquecimento urânio Irã
9- Invasão Faixa Gaza
10- Criação Estado Palestino
11- Retirada tropas EUA Iraque
12- Doutrina Bush
13- Doutrina Obama
14- Ação OTAN na Líbia
15- Invasão Líbano
16 - Invasão Afeganistão
17 - O Sionismo
18 - O Anti Semitismo
19 - O Anti Sionismo
20 - Retirada de assentamentos judeus na Cisjordânia
Dicas Links p Pesquisa :
www.g1.com.br - www.folha.uol.com.br – www.noticias.r7.com.br, www.carosamigos.com.br, www.cartacapital.com.br, www.estadao.com.br, www.veja.com.br , www.epoca.com.bhr, www.istoe.com.br, www.oglobo.com.br, www.zerohora.com.br, www.clubemundo.com.br, www.band.com.br, www.noticias.uol.com.br, www.rodrigovianna.com.br, www.viomundo.com.br, www.conversaafiada.com.br, etc etc
G1 - Entenda a crise no Egito - notícias em Crise no Egito g1.globo.com/crise-no-egito/.../entenda-crise-no-egito.html
Entenda a crise no Egito noticias.r7.com/.../entenda-a-crise-no-egito-20110130.html
Entenda a crise no Egito noticias.r7.com/.../entenda-a-crise-no-egito-20110128.html
Entenda os protestos e a crise no Egito - internacional - Estadao ... www.estadao.com.br › Internacional - Em cache
Cronologia: entenda a onda de protestos no Egito | Mundo zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/.../default.jsp?uf... - Em cache
ENTENDA A CRISE NO EGITO - www.portaldeconfins.com.br/.../entenda-a-crise-no-egito
Entenda os protestos no Egito www.band.com.br/jornalismo/mundo/conteudo.asp?ID...
Entenda os últimos acontecimentos no Egito - www.dgabc.com.br/.../entenda-os-ultimos-acontecimentos-no-egito.aspx
Entenda a crise no Egito palavroeiro.wordpress.com/2011/.../entenda-a-crise-no-egito/ - Em cache
Revolução no Egito: www.essaseoutras.com.br › Notícias
BBC Brasil - Notícias - Entenda a crise na Tunísia www.bbc.co.uk/.../110114_tunisia_qa_rc.shtml -
Entenda a Crise na Tunísia - geografiadoalfredo.blogspot.com/.../entenda-crise-na-tunisia-egito-e-libia.html -
Onda de violência coloca Tunísia em meio ao caos; noticias.terra.com.br ›
Entenda a crise na Tunísia - noticias.bol.uol.com.br/.../entenda-a-crise-na-tunisia.jhtm -
Entenda a crise na Tunísia | www.jornalfloripa.com.br/blog/?p=193330 - Em cache
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Entenda o conflito na Faixa de Gaza - internacional - Estadao.com.br www.estadao.com.br › Internacional - Em cache - Similares
Entenda o confronto entre Israel e palestinos na Faixa de Gaza - G1 g1.globo.com/.../0,,MUL936933-5602,00-ENTENDA+O+CONFRONTO+ENTRE+ISRAEL+E+PALESTINOS+NA+FAIXA... - Em cache - Similares
ENTENDA A CRISE ENTRE ISRAEL E LÍBANO www.mundovestibular.com.br/.../ENTENDA.../Paacutegina1.html - Em cache - Similares
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Invasão israelense faz ao menos 19 vítimas em Gaza noticias.terra.com.br › Mundo - Em cache
Entenda O Confronto Entre Israel E Palestinos Na Faixa De Gaza
A Maldição da Palestina, Parte 1/5 Entendendo o conflito no Oriente Médio ... Israel Inicia Invasão Terrestre à Faixa de Gaza ...
wn.com/Entenda_o_confronto_entre_Israel_e_palestinos_na_Faixa_de_Gaza - Em cache
Faixa de Gaza - Entenda o assunto www.senado.gov.br/noticias/.../entendaassunto/faixagaza.aspx - Em cache
Israel deve devolver aos palestinos a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. . www.portalsaofrancisco.com.br/.../como-entender-a-guerra.php - Em cache -
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G1 - Otan está pronta para apoiar ataque à Líbia, diz chanceler da ...g1.globo.com/.../otan-esta-pronta-para-apoiar-ataque-libia-diz-chanceler-da-franca.html
Países aliados apoiam papel da Otan na Líbia - www.jornalacidade.com.br/.../paises-aliados-apoiam-papel-da-otan-na-libia.html - Em cache
Os EUA, a Otan, a Líbia ... veja.abril.com.br/.../os-eua-a-otan-a-libia-e-um-governo-que-de-fato-massacra-civis-desarmados/ - Em cache
Bloco de Esquerda vota a favor da intervenção da NATO na Líbia e ... bloco-de-esquerda-vota-a-favor-da-intervencao-da-nato-na-libia-e-quebra-compromisso-com-eleitores-e-militantes/ - Em cache
ENTENDA COMO OS EUA ESTÃO “LIBERTANDO” A LÍBIA « industriadoholocausto.wordpress.com/2011/06/14/210/ - Em cache
Gaddafi usa escudos humanos e complica operação da Otan, noticias.uol.com.br/.../franca-acusa-gaddafi-de-usar-civis-como-escudo-na-libia.jhtm -
Otan assume o comando das operações militares na Líbia passeiematualidades.blogspot.com/.../otan-assume-o-comando-das-operacoes.html - Em cache
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Entenda a nova crise entre Israel e Líbano www.fimdostempos.net/crise_oriente_medio_entenda.html - Em cache - Similares
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Entenda a nova crise entre Israel e Líbano - 14/07/2006- UOL ... noticias.uol.com.br/bbc/2006/.../ult2363u7324.jhtm - Em cache - Similares
Gaza vai repetir derrota israelense no Líbano, diz cientista ... g1.globo.com/.../0,,MUL938481-5602,00-GAZA+VAI+REPETIR+DERROTA+ISRAELENSE+NO+LIBANO+DIZ+C... –
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Entenda os interesses dos EUA e Irã no Afeganistão - internacional . www.estadao.com.br › Internacional - Em cache - Similares
Entenda a violência no Paquistão e no Afeganistão - internacional ... www.estadao.com.br › Internacional - Em cache
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Época - NOTÍCIAS - Entenda o conflito no Afeganistão revistaepoca.globo.com/.../0,,EMI88919-17444,00.html - Em cache - Similares
Entenda as eleições no Afeganistão - noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3931373-EI188,00.html - Em cachê
#ATUALIDADES: Entenda o conflito entre xiitas e sunitas no Iraque ...www.universitario.com.br/.../noticias_noticia.php?... - Em cache – Similares
VEJA.com Xiitas Sunitas veja.abril.com.br/idade/exclusivo/.../index.shtml - Em cache - Similares
Sunitas e xiitas mantêm uma luta que remonta ao início do Islã noticias.terra.com.br › Mundo - Em cache
Conflitos entre sunitas e xiitas avançam e matam mais de 130 noticias.uol.com.br/uolnews/.../ult2624u230.jhtm - Em cache - Similares
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Conflito xiita-sunita leva Iraque a crescente instabilidade interna www.pucminas.br/.../CNO_ARQ_NOTIC20060320104016.pdf?... - Similares
Conflitos entre Xiitas e Sunitas está maior que .podasestradas.blogspot.com/.../conflitos-entre-xiitas-e-sunitas-e.html - Em cache
Retratos de um Conflito: Neturei Karta - Judeus ortodoxos anti Sionistas retratosdeumconflito.blogspot.com/.../neturei-karta-judeus-ortodoxos-anti.html -
O fundamentalismo religioso judaico – Sionistas x Ortodoxos www.mensageirosantoantonio.com/.../pagina_articolo.asp?... - Em cache - Similares
Rabinos ortodoxos fazem marcha de protesto | sionismo.net/.../clerigos-judeus-ortodoxos-fazem-marcha-de-protesto/ - Em cache
A Ordem Monopolar Sionismo netopedia.tripod.com/.../EqulibrioMundial.htm - Em cache - Similares
JUDAISMO REJEITA O SIONISMO. - www.vivapalestina.com.br/?conteudo=mostrador... - Em cache
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O ORTODOXO NÃO ORTODOXO webspace.webring.com/people/qi/...2000/ortodoxo.htm - Em cache
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Antisionismo | tilesexperts.com/wordpress/holistico/antisionismo/ - Em cache
Obama Impõe-se Contra Antisemitismo X Anti Sionismo | tilesexperts.com/.../obama-impoe-se-contra-antisemitismo-x-anti-sionismo/ - Em cache - Similares
2- Revolta Tunísia
3- Revolta Líbia
4- Revolta Síria
5- Revolta Barhein
6- Revolta Iemem
7- Revolta Arábia Saudita
8- Crise enriquecimento urânio Irã
9- Invasão Faixa Gaza
10- Criação Estado Palestino
11- Retirada tropas EUA Iraque
12- Doutrina Bush
13- Doutrina Obama
14- Ação OTAN na Líbia
15- Invasão Líbano
16 - Invasão Afeganistão
17 - O Sionismo
18 - O Anti Semitismo
19 - O Anti Sionismo
20 - Retirada de assentamentos judeus na Cisjordânia
Dicas Links p Pesquisa :
www.g1.com.br - www.folha.uol.com.br – www.noticias.r7.com.br, www.carosamigos.com.br, www.cartacapital.com.br, www.estadao.com.br, www.veja.com.br , www.epoca.com.bhr, www.istoe.com.br, www.oglobo.com.br, www.zerohora.com.br, www.clubemundo.com.br, www.band.com.br, www.noticias.uol.com.br, www.rodrigovianna.com.br, www.viomundo.com.br, www.conversaafiada.com.br, etc etc
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Entenda a crise no Egito noticias.r7.com/.../entenda-a-crise-no-egito-20110130.html
Entenda a crise no Egito noticias.r7.com/.../entenda-a-crise-no-egito-20110128.html
Entenda os protestos e a crise no Egito - internacional - Estadao ... www.estadao.com.br › Internacional - Em cache
Cronologia: entenda a onda de protestos no Egito | Mundo zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/.../default.jsp?uf... - Em cache
ENTENDA A CRISE NO EGITO - www.portaldeconfins.com.br/.../entenda-a-crise-no-egito
Entenda os protestos no Egito www.band.com.br/jornalismo/mundo/conteudo.asp?ID...
Entenda os últimos acontecimentos no Egito - www.dgabc.com.br/.../entenda-os-ultimos-acontecimentos-no-egito.aspx
Entenda a crise no Egito palavroeiro.wordpress.com/2011/.../entenda-a-crise-no-egito/ - Em cache
Revolução no Egito: www.essaseoutras.com.br › Notícias
BBC Brasil - Notícias - Entenda a crise na Tunísia www.bbc.co.uk/.../110114_tunisia_qa_rc.shtml -
Entenda a Crise na Tunísia - geografiadoalfredo.blogspot.com/.../entenda-crise-na-tunisia-egito-e-libia.html -
Onda de violência coloca Tunísia em meio ao caos; noticias.terra.com.br ›
Entenda a crise na Tunísia - noticias.bol.uol.com.br/.../entenda-a-crise-na-tunisia.jhtm -
Entenda a crise na Tunísia | www.jornalfloripa.com.br/blog/?p=193330 - Em cache
Entenda a crise no Egito - Inspirada na Tunísia ... nehmiah.blogspot.com/.../entenda-crise-no-egito-inspirada-na.html - Em cache
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Entenda o que está acontecendo na Líbia www.dihitt.com.br › Blogs › Diversos - Em cache
Entenda a crise na Líbia geografiasdomundo-dani.blogspot.com/.../entenda-crise-na-libia.html - Em cache
Entenda a crise na Síria - noticias.uol.com.br/ultimas.../entenda-a-crise-na-siria.jhtm - Em cache
Entenda a crise na Síria oglobo.globo.com/.../entenda-crise-na-siria-924637181.asp - Em cache
Entenda a crise na Síria - extra.globo.com/.../entenda-crise-na-siria-1988465.html - Em cache
Barein - Entenda as revoltas no ... www.portasabertas.org.br/artigos/artigo.asp?ID=6978 - Em cache
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Onda de revolta sacode o mundo islâmico .veja.abril.com.br/.../onda-de-revolta-sacode-o-mundo-muculmano-nesta-4a - Em cache
Cancelamento dos testes e GP do Bahrein é iminente! ultrapassagem.org/.../cancelamento-dos-testes-e-gp-do-bahrein-e-iminente/ - Em cache
Folha.com - Esporte - Conflitos no Bahrein . www1.folha.uol.com.br/.../877012-conflitos-no-bahrein-cancelam-etapa-do-gp2-f-1-corre-risco.shtml - Em cache
Inside Story – As Manifestações no Bahrein www.politicaexterna.com/.../inside-story-as-manifestaes-no-bahrein-ou-bareine-ou-bahrain - Em cache
Entenda os conflitos no Yemen blogs.estadao.com.br/.../al-qeada-transforma-yemen-em-centro-de-o/ - Em cache - Similares
Entenda a expansão da Al-Qaeda no Iêmen - www.estadao.com.br › Internacional - Em cache
Entenda os conflitos no Yemen, blogs.estadao.com.br/.../al-qeada-transforma-yemen-em-centro-de-o/ - Em cache - Similares
Após pacotes-bomba, entenda a expansão da Al-Qaeda no Iêmen noticias.terra.com.br › Mundo - Em cache
pacotes com bombas originários do Iêmen levaram autoridades www.tiberiogeo.com.br › Início › Entenda - Em cache
Entenda por que a Al-Qaeda pode estar se expandindo no Iêmen - BBC www.bbc.co.uk/.../101102_iemen_entenda_rc.shtml -
Entenda a expansão da rede terrorista Al Qaeda no Iêmen - noticias.bol.uol.com.br/.../entenda-a-expansao-da-rede-terrorista-al-qaeda-no-iemen.jhtm -
Entenda a expansão da Al-Qaeda no Iêmen - noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp... - Em cache
Entenda o Conflito na Arábia Saudita inpixels.blogspot.com/.../entenda-o-conflito-na-arabia-saudita.html - Em cache
Revolta popular na Arábia Saudita desencadearia crise no petróleo ..noticias.uol.com.br/.../possivel-revolta-popular-na-arabia-saudita-desencadearia-crise-no-petroleo-afirmam-especialistas.jhtm - Em cache
a revoluçao na arábia saudita forum.antinovaordemmundial.com/Topico-a-revoluçao-na-arábia-saudita - Em cache
Entenda a crise nuclear envolvendo o Irã noticias.terra.com.br/.../0,,OI4117629-EI7896,00-Entenda+a+crise+nuclear+envolvendo+o+Ira.html - - Similares
O sistema de poder no Irã - www.passeiweb.com/saiba_mais/.../1245779759 - Em cache - Similares
Entenda a crise com o Irã www.fimdostempos.net/ira_entenda_crise.html - Em cache
Entenda a crise nuclear com o Irã - geral - Estadao.com.br www.estadao.com.br/.../geral,entenda-a-crise-nuclear-com-o-ira,203639,0.htm - Em cache
Entenda um pouco sobre a crise do Irã viniciuslopes-iluminador.blogspot.com/.../entenda-um-pouco-sobre-crise-do-ira.html - Em cache
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ENTENDA A CRISE ENTRE ISRAEL E LÍBANO www.mundovestibular.com.br/.../ENTENDA.../Paacutegina1.html - Em cache - Similares
Entenda a recente escalada do conflito na Faixa de Gaza – BBC www.bbc.co.uk/.../090108_gazaqanda_ac.shtml - Em cache - Similares -
Vídeo Entenda o confronto entre Israel e palestinos na Faixa de Gaza pegacifras.com.br/.../entenda-o...gaza/k3YA0BnHmVk - Em cache
Invasão israelense faz ao menos 19 vítimas em Gaza noticias.terra.com.br › Mundo - Em cache
Entenda O Confronto Entre Israel E Palestinos Na Faixa De Gaza
A Maldição da Palestina, Parte 1/5 Entendendo o conflito no Oriente Médio ... Israel Inicia Invasão Terrestre à Faixa de Gaza ...
wn.com/Entenda_o_confronto_entre_Israel_e_palestinos_na_Faixa_de_Gaza - Em cache
Faixa de Gaza - Entenda o assunto www.senado.gov.br/noticias/.../entendaassunto/faixagaza.aspx - Em cache
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
História Antiga : Egito e Mesopotâmia
Egito Antigo
O espaço geográfico : A região onde se iniciou o desenvolvimento da civilização egípcia está situada no nordeste da África, com seu antigo território cortado pelo grande rio Nilo (6 500 km e 6 cataratas), ladeado por dois desertos (deserto da Líbia e da Arábia). Ao norte, o Mar Mediterrâneo favorecia a navegação e o comércio com outros povos. A leste, o Mar Vermelho, outra via de comunicação.
O rio Nilo era a fonte de vida do povo egípcio, que vivia basicamente da agricultura.
De junho a setembro, no período das cheias, as fortes chuvas inundavam o rio; este transbordava e cobria grandes extensões de terras que o margeavam. Essas águas fertilizavam o solo com a matéria orgânica que traziam, que se transformava em fertilizante de primeira qualidade.
Além de fertilizantes, o rio trazia a abundância de peixes e dava chances a milhares de barcos navegando.
Para o povo egípcio, era uma verdadeira bênção dos deuses. Aliás o próprio rio era tido como sagrado. Mas o Egito não era só esse presente da natureza. Havia necessidade de inteligência, do trabalho, da aplicação e da organização dos homens. No tempo da estiagem, num trabalho de união de forças e de conjunto, os egípcios aproveitavam as águas do rio para levar a irrigação até as terras mais distantes ou construir diques para controlar suas cheias. Após as cheias, as águas baixavam, desmanchando as divisas das propriedades agrícolas.
Assim, todos os anos era necessário o trabalho do homem para medir, calcular, e isso ocasionou o desenvolvimento da geometria e da matemática.
Esse esforço comum e a unidade geográfica facilitaram um governo único e centralizador.
Períodos históricos
O vale do Rio Nilo foi habitado desde o Paleolítico. Com o passar do tempo, surgiram comunidades organizadas e independentes chamadas nomos. Os nomos se agruparam em dois reinos (do Norte e do Sul) e por volta de 3200 a.C. foram todos unificados num só reino pelo faraó Menés. Com ele, começam as grandes dinastias (famílias reais que governaram o Egito por quase 3000 anos).
Costuma-se dividir a História do Egito em três grandes períodos:
Antigo Império: de 3200 a.C. até 2200 a.C.
Médio Império: de 2200 a.C. a 1750 a.C.
Novo Império: de 1580 a.C. a 1085 a.C.
No final do Médio Império houve uma grande imigração pacífica dos hebreu para o Egito, que acabaram sendo escravizados e finalmente liberados para voltarem a seu país de origem. Depois dos hebreus, os hicsos invadiram o Egito, aí se estabelecendo por duzentos anos e desde sua expulsão teve início o Novo Império.
Ao final do Novo Império, houve um enfraquecimento do Egito e sua decadência facilitou a invasão e o domínio por parte de vários povos, como persas, gregos e romanos. Nos tempos modernos, o Egito foi dominado politicamente pelos franceses e ingleses, até se tornar independente em 1962, como país moderno com governo próprio.
Sociedade egípcia : No Egito, a sociedade se dividia em algumas camadas, cada uma com suas funções bem definidas. A mulher, ao contrário da maioria das outras civilizações da antiguidade oriental, possuia posição excêntrica, podendo ocupar altos cargos políticos e religiosos, estabelecendo relativa igualdade com o homem.
A sociedade egípcia era heterogênea, dos quais se destacam 3 ordens principais:
1- Faraó e sua família;
2- Nobreza (detentora real das terras), Escribas (burocratas) e o Clero (sacerdotes);
3- Felás (camponeses, trabalham presos a terra e em obras públicas);
Cabe ressaltar que entre a segunda e a terceira camada, havia ainda pequenos artesãos, militares, o baixo clero, e comerciantes incipientes que não bem representavam uma nova camada, mas indivíduos sem ordenação política dependente dos superiores. Ocorrem escravos, mas em número não relevante.
Classes sociais : O faraó representa a própria vida do Egito. Era rei e deus vivo. Adorado, reverenciado. Podia possuir várias esposas, a maioria sendo parentes, para garantir o sangue real em família. Porém, só uma usava o título de rainha e dela nascia o herdeiro.A classes sociais no Antigo Egito eram (por ordem de importância):
O faraó era um rei todo-poderoso, proprietário de todo o território. A sagrada figura do faraó era elemento básico para a unidade de todo o Egito. O povo via no faraó a sua própria sobrevivência e a esperança na felicidade.
Os sacerdotes tinham enorme prestígio e poder, tanto espiritual como material, pois administravam as riquezas e os bens dos grandes e ricos templos. Eram também os sábios do Egito.
Dos altos funcionários, o mais importante era o vizir, responsável pela administração do império.
Os monarcas eram administradores das províncias ou nomos. Assumiam funções importantes em suas províncias, como as de juízes e chefe político e militar, mas estavam subordinados ao poder de faraó.
Os guerreiros defendiam o reino e auxiliavam na manutenção de paz. Tinham direito a vários benefícios, o que lhes garantia prestígio e riquezas. Os escribas, provenientes das famílias ricas e poderosas, aprendiam a ler e a escrever e se dedicavam a registrar, documentar e contabilizar documentos e atividades da vida no Egito.
Os artesãos e os comerciantes. Os artesãos trabalhavam especialmente para os reis, para a nobreza e para os templos. Já os comerciantes se dedicavam ao comércio em nome dos reis e nobres ou em nome próprio. O comércio forçou a construção de grandes barcos cargueiros.
Os camponeses formavam a maior parte da população. Os trabalhos dos campos eram organizados e controlados pelos funcionários do faraó, pois todas terras eram do governo.
Os escravos eram, na maioria, perseguidos entre os vencidos nas guerras. Foram duramente forçados ao trabalho nas grandes construções, como as pirâmides, por exemplos
Religião e mitologia
Os egípcios não viam diferenças entre a realidade religiosa e seu convívio social: tudo para eles era uma coisa só. Ao contrário do que se acredita, o povo egípcio era politeísta. Deus para eles é a representação do Amor Puro, e se manifestava sobre três formas: Atum-Rá - Entidade estática antes de manifestar o Universo; Ptah - Característica criadora de Deus, do Universo e dos Seres; Thot - multiplicador da Natureza e de todas as coisas. Isso fica simples de entender quando pensamos, por exemplo, em uma mulher com seus filhos: ela é mãe, esposa, amiga, mulher e trabalhadora. Ela atua em todos esses aspectos, mesmo sendo apenas uma.
O conhecimento advinha dos estudos realizados pelos sumo-sacerdotes. Imhotep ("O Sabio que vem em paz") ganhou grande destaque na história deste povo, sendo uma criatura multifacetada de conhecimentos que permeavam a medicina, a filosofia, a química, arquitetura, astronomia, etc. Eles aprenderam a observar a Natureza, suas mudanças, as cheias e vazantes do Rio Nilo e o comportamento dos animais. Estudaram com esmero os animais, e sua função vital, isto é, seu objetivo na encarnação em que estavam. A utilização da imagem destes seres, associados aos humanos (cabeça de animal e corpo humano) relacionava a função daquele determinado animal, suas qualidades, e logo ficava implícito o significado daquela mensagem. O Falcão, por exemplo, nos remete à liberdade; o falcão também tem uma visão muito apurada e consegue ver tudo de longe e ao mesmo tempo se fixar e um ponto e ver com detalhes. Essas características eram colocadas aos Faraós ou Sacerdotes, a fim de que o povo pudesse se espelhar e entender o significado. Portanto, todas as manifestações zoomórficas não tem relação com o Politeísmo. Ao contrário: eles entendiam que aquelas imagens talhadas nas paredes dos Templos, feitas da maneira como foram, serviriam como mensagem para o futuro. E foi o que aconteceu.
O rio Nilo foi a coluna vertebral da civilização egípcia. Eles seguiam os aspectos da astronomia, observando suas mudanças relacionadas com as mudanças na Natureza e passaram a fazer essas conexões. Entenderam que o planeta vivia em ciclos divididos em 12 signos, 12 estágios pelos quais o planeta passaria influenciado pelas alterações dos céus, dentro do processo de rotação e translação da Terra, juntamente com os equinócios e solstícios. A partir desses estudos, conheceram os pontos nevráugicos (pontos de grande concentração de energia) e ali construíram as Pirâmides. Diferente do que já se foi estudado, as Pirâmides na verdade eram grandes Templos de meditação e edificação espiritual dos sumo-sacerdotes e seus iniciados. Foram construídas com uma grande riqueza de detalhes, preocupando-se em criar ambientes da mais alta estirpe de Luz e de Amor, acelerando os processos na escala evolutiva de todos que ali participavam. Contudo, ao final da utilização de um determinado Templo, ou dada a morte do alto-sacerdote responsável, o Templo era abandonado e eles iam para outro local (acreditava-se que cada Templo desenvolvia uma etapa da evolução do espírito, rumo ao Amor Puro). Com isso, os espaços eram utilizados para enterro dos Faraós, o que nos fazia acreditar até então que as pirâmides eram somente locais para se enterrar os mais "importantes" naquele determinado período. Todas as 108 pirâmides tinham um propósito claro de desenvolvimento e edificação do ser humano, objetivando a criação de uma civilização de Amor e Harmonia.
Os egípcios afirmaram a vida após a morte, a partir dos seus escritos, talhados nas paredes das ruinas egípcias. A partir de suas meditações, dentro desses Templos astrológicamente preparados para tal, mantinham contato com espíritos mais evoluídos, que lhes passavam o conhecimento. Platão estudou com esses sumo-sacerdotes e revelou o conhecimento dos sólidos universais, ou sólidos platônicos. Tais sólidos revelam a essência da criação do Universo e de todas as coisas, partindo do Olho de Hórus.
Acredita-se, ainda, que a civilização egípcia veio da extinta (e lendária) civilização Atlanti ("terra circular cercada de água"). Atlântida foi uma civilização anterior a nossa, que viveu na Terra a mais de 10000 anos. Este sacerdote e alguns outros sobreviventes, com o conhecimento já acumulado (principalmente em campos eletromagnéticos e física quântica), perceberam que ali no Egito seria o ponto ideal para a reconstrução de uma nova civilização, transformando o homem primitivo, guiado pelo medo, em um homem pleno, guiado pelo amor, dentro da Resignação (entendendo que tudo o que acontece é consequência de atos próprios), Compreensão (partindo do autoconhecimento e de conhecimentos adquiridos) das Forças da Natureza (entendendo suas manifestações, alterações e aprendendo a lidar, respeitando-a).
Civilização Mesopotâmica
A Mesopotâmia era a região onde começou a História, por volta de 4000 a.C., quando foi inventada a escrita cuneiforme.
Localização geográfica : A Mesopotâmia era uma rica região da Ásia Menor, localizada nas planícies férteis banhadas pelos rios Tigre e Eufrates, os quais lançam suas águas no golfo Pérsico. A Mesopotâmia corresponde em grande parte ao atual território da República do Iraque.
Etimologia : A palavra Mesopotâmia significa terra entre rios, isto é, no caso, região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates. Mas, como visto nos mapas históricos, a Mesopotâmia estendia além desses rios.
Ocupação : Foram vários os povos que através de lutas, tomaram conta dessa terra fértil região do Oriente Médio (Ásia Menor). Entre eles, vivem vários povos, tais como os sumérios, os elamitas, os acádios, os amoritas, os cassitas, os assírios, os babilônios, caldeus, etc.
Os povos mais importantes da Mesopotâmia foram os sumérios e babilônios.
Origens : Existe uma grande falta de conhecimento sobre a origem dos sumérios, porém há notícia que, por volta de 3000 a.C., eles se estabeleceram ao sul da Mesopotâmia, próximo ao golfo Pérsico.
Cidades e organização administrativa : No começo de sua história, os sumérios fundaram várias comunidades que, pouco a pouco, foram-se transformando em cidades-estados. Dessa forma surgiram as cidades de Ur, Uruk, Lagash, Nippur. As mais importante delas foi Ur.
A região disputada pelos sumérios não possuía um poder central que lhe desse unidade administrativa. Cada cidade era como que um Estado independente, com governo próprio. Cada cidade-estado era governada por um civil (patesi) e por um sacerdote. Essas cidades viviam em constantes lutas e foi o rei Sargão I quem conseguiu dar unidade ao povo sumério, fundando o reino da Suméria, que se estendia da Mespotâmia até o mar Mediterrâneo.
Com a morte de Sargão I, o reino entrou em decadência e caiu em mãos de povos dominadores.
Babilônios : Chefiados por Hamurabi, tomaram conta da Suméria e fundaram o grande Império Babilônico, por volta de 1700 a.C.
Uma inscrição do Código de Hamurabi. Foi Hamurabi quem elaborou o mais antigo código de leis de que se tem conhecimento na história. As leis contidas nesses código determinavam direitos e deveres do povo e das autoridades. Mas, dependendo da classe social, as pessoas não eram iguais perante a lei no Império Babilônico. Os escravos, por exemplo, não eram considerados como gente, mas sim, como objeto de compra e venda, uma simples propriedade qualquer. Aliás, as civilizações antigas autorizavam a escravatura aos prisioneiros de guerra, ao invés de serem mortos, eram aproveitados como escravos para trabalhos forçados. Vem de Hamurabi a lei do talião: "Olho por olho, dente por dente". Outra lei estabelecia que, se um homem entrasse num pomar e fosse pego roubando, era obrigado a pagar ao dono do pomar uma certa quantia em prata. Esse código teve grande importância nas leis de outros povos.
O Império Babilônico entrou em decadência e foi conquistado pelos assírios, povo guerreiro de grande organização militar e o primeiro a usar os carros de guerra puxados por cavalos. Eram cruéis, violentos, conquistaram vários povos e dominaram a região por 500 anos.
Mais tarde, por volta de 612 a.C., o Império Babilônico se reorganizou (Segundo Império Babilônico) e chegou com Nabucodonosor, que embelezou a cidade, construiu os famosos Jardins Supensos da Babilônia, que eram uma das sete maravilhas do mundo antigo, e mandou construir um grande zigurate. No ano de 1899, durante escavações, foi descoberto um gigante zigurate que se pensou ser a Torre de Babel. A Bíblia, de acordo com a cronologia do Gênesis, data a construção da Torre de Babel como sendo por volta de 2269 a 2030 a.C., na época do nascimento de Pelegue (nome significando divisão). O zigurate construído por Nabucodonosor, que viveu bem mais tarde, tinha 90 metros de base e outro tanto de altura, com o topo recoberto de ouro e azulejos esmaltados de azul.
Escrita : Escrita cuneiforme gravada numa escultura do século XXII a.C. (Museu do Louvre, Paris). A linguagem escrita é resultado da necessidade humana de garantir a comunicação e o desenvolvimento da técnica.Os sumérios e babilônios escreviam em tabletes de barro. Inventaram um tipo de escrita em forma de cunha; daí o nome escrita cuneiforme. Esses tabletes de barro eram pesados e difíceis de lidar com as mãos, mas tinham a vantagem de durar séculos ou milênios como escrita legível. Estudiosos de nossos tempos encontravam grande quantidade deles e assim puderam descobrir muitas coisas da mais antiga civilização do mundo. Na cidade de Nínive, o rei Assurbanipal criou uma biblioteca com 22 000 000 tabletes de argila (barro) com escritos em vários assuntos. Entre outros assuntos, os tabletes nos mostram como eram os negócios e o comércio daquela época. Um médico, por exemplo, faz uma relação de remédios que ele receitava a seus clientes. Um dos mais interessantes tabletes relata deveres de um menino, na escola, há 3000 anos atrás: o menino devia se apressar para não chegar atrasado na escola, senão o professor bateria nele com uma vara. O professor usava, também, a vara para punir alunos que conversassem, que saíssem da escola sem permissão ou que fizessem a lição sem o devido capricho. E como surgiu a economia nessa época, predominavam essas e muitas outras características importantes.
Religião : Tanto os sumérios como os babilônios eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Cada cidade possuía o seu deus protetor. A Babilônia, por exemplo, estava sob a proteção de Marduk. Acreditavam também nas forças dos astros e da natureza e adoravam o céu (Anu), a Terra (Enlil), a Lua (Sin), o rato e a tempestade (Hadad), o fogo (Gibil), etc.
A religião era situada nos templos, chamados zigurates, que eram construções em degraus em forma de pirâmide. Os mesopotâmios acreditavam na influência dos astros na vida humana, dando assim origem à astrologia. Os sacerdotes e adivinhos que se dedicavam ao estudo dos astros gozavam de grande prestígio. Os povos da Mesopotâmia deram uma grande contribuição ao conhecimento dos astros, e por meio desse conhecimento os sacerdotes conseguiam mesmo prever as cheias dos rios Tigre e Eufrates.
Contribuições dos sumérios e babilônios : Foi de grande importância a herança que os sumérios e os babilônios deixaram aos povos futuros. Entre outras contribuições, podemos apontar :
A organização social e política das cidades-estados.
Criação de um código de direitos e deveres.
Produção organizada de alimentos: já naquela época, empregavam o arado e máquinas de irrigação, por exemplo.
Construção de belos templos e imponentes palácios.
Os sumérios inventaram a escrita, que permitiu fixar o saber da época.
Invenção da roda e dos carros puxados por cavalos.
Criação da astronomia (estudos dos astros).
Astrologia, ou seja, o estudo dos astros e suas influências sobre a vida das pessoas.
Os povos antigos da Mesopotâmia não acreditavam na imortalidade da alma, tinham uma religião pessimista e levavam a vida sem se preocupar com a morte ou com a vida além-túmulo. Procuravam se proteger contra as forças do mal usando amuletos e fazendo toda sorte de magia.
Uma das divindades mais cultuadas era deusa Ishtar, que é a personificação representativa do planeta Vênus, o mais próximo da Terra em relação à Marte. Era a deusa do amor e da guerra.
O espaço geográfico : A região onde se iniciou o desenvolvimento da civilização egípcia está situada no nordeste da África, com seu antigo território cortado pelo grande rio Nilo (6 500 km e 6 cataratas), ladeado por dois desertos (deserto da Líbia e da Arábia). Ao norte, o Mar Mediterrâneo favorecia a navegação e o comércio com outros povos. A leste, o Mar Vermelho, outra via de comunicação.
O rio Nilo era a fonte de vida do povo egípcio, que vivia basicamente da agricultura.
De junho a setembro, no período das cheias, as fortes chuvas inundavam o rio; este transbordava e cobria grandes extensões de terras que o margeavam. Essas águas fertilizavam o solo com a matéria orgânica que traziam, que se transformava em fertilizante de primeira qualidade.
Além de fertilizantes, o rio trazia a abundância de peixes e dava chances a milhares de barcos navegando.
Para o povo egípcio, era uma verdadeira bênção dos deuses. Aliás o próprio rio era tido como sagrado. Mas o Egito não era só esse presente da natureza. Havia necessidade de inteligência, do trabalho, da aplicação e da organização dos homens. No tempo da estiagem, num trabalho de união de forças e de conjunto, os egípcios aproveitavam as águas do rio para levar a irrigação até as terras mais distantes ou construir diques para controlar suas cheias. Após as cheias, as águas baixavam, desmanchando as divisas das propriedades agrícolas.
Assim, todos os anos era necessário o trabalho do homem para medir, calcular, e isso ocasionou o desenvolvimento da geometria e da matemática.
Esse esforço comum e a unidade geográfica facilitaram um governo único e centralizador.
Períodos históricos
O vale do Rio Nilo foi habitado desde o Paleolítico. Com o passar do tempo, surgiram comunidades organizadas e independentes chamadas nomos. Os nomos se agruparam em dois reinos (do Norte e do Sul) e por volta de 3200 a.C. foram todos unificados num só reino pelo faraó Menés. Com ele, começam as grandes dinastias (famílias reais que governaram o Egito por quase 3000 anos).
Costuma-se dividir a História do Egito em três grandes períodos:
Antigo Império: de 3200 a.C. até 2200 a.C.
Médio Império: de 2200 a.C. a 1750 a.C.
Novo Império: de 1580 a.C. a 1085 a.C.
No final do Médio Império houve uma grande imigração pacífica dos hebreu para o Egito, que acabaram sendo escravizados e finalmente liberados para voltarem a seu país de origem. Depois dos hebreus, os hicsos invadiram o Egito, aí se estabelecendo por duzentos anos e desde sua expulsão teve início o Novo Império.
Ao final do Novo Império, houve um enfraquecimento do Egito e sua decadência facilitou a invasão e o domínio por parte de vários povos, como persas, gregos e romanos. Nos tempos modernos, o Egito foi dominado politicamente pelos franceses e ingleses, até se tornar independente em 1962, como país moderno com governo próprio.
Sociedade egípcia : No Egito, a sociedade se dividia em algumas camadas, cada uma com suas funções bem definidas. A mulher, ao contrário da maioria das outras civilizações da antiguidade oriental, possuia posição excêntrica, podendo ocupar altos cargos políticos e religiosos, estabelecendo relativa igualdade com o homem.
A sociedade egípcia era heterogênea, dos quais se destacam 3 ordens principais:
1- Faraó e sua família;
2- Nobreza (detentora real das terras), Escribas (burocratas) e o Clero (sacerdotes);
3- Felás (camponeses, trabalham presos a terra e em obras públicas);
Cabe ressaltar que entre a segunda e a terceira camada, havia ainda pequenos artesãos, militares, o baixo clero, e comerciantes incipientes que não bem representavam uma nova camada, mas indivíduos sem ordenação política dependente dos superiores. Ocorrem escravos, mas em número não relevante.
Classes sociais : O faraó representa a própria vida do Egito. Era rei e deus vivo. Adorado, reverenciado. Podia possuir várias esposas, a maioria sendo parentes, para garantir o sangue real em família. Porém, só uma usava o título de rainha e dela nascia o herdeiro.A classes sociais no Antigo Egito eram (por ordem de importância):
O faraó era um rei todo-poderoso, proprietário de todo o território. A sagrada figura do faraó era elemento básico para a unidade de todo o Egito. O povo via no faraó a sua própria sobrevivência e a esperança na felicidade.
Os sacerdotes tinham enorme prestígio e poder, tanto espiritual como material, pois administravam as riquezas e os bens dos grandes e ricos templos. Eram também os sábios do Egito.
Dos altos funcionários, o mais importante era o vizir, responsável pela administração do império.
Os monarcas eram administradores das províncias ou nomos. Assumiam funções importantes em suas províncias, como as de juízes e chefe político e militar, mas estavam subordinados ao poder de faraó.
Os guerreiros defendiam o reino e auxiliavam na manutenção de paz. Tinham direito a vários benefícios, o que lhes garantia prestígio e riquezas. Os escribas, provenientes das famílias ricas e poderosas, aprendiam a ler e a escrever e se dedicavam a registrar, documentar e contabilizar documentos e atividades da vida no Egito.
Os artesãos e os comerciantes. Os artesãos trabalhavam especialmente para os reis, para a nobreza e para os templos. Já os comerciantes se dedicavam ao comércio em nome dos reis e nobres ou em nome próprio. O comércio forçou a construção de grandes barcos cargueiros.
Os camponeses formavam a maior parte da população. Os trabalhos dos campos eram organizados e controlados pelos funcionários do faraó, pois todas terras eram do governo.
Os escravos eram, na maioria, perseguidos entre os vencidos nas guerras. Foram duramente forçados ao trabalho nas grandes construções, como as pirâmides, por exemplos
Religião e mitologia
Os egípcios não viam diferenças entre a realidade religiosa e seu convívio social: tudo para eles era uma coisa só. Ao contrário do que se acredita, o povo egípcio era politeísta. Deus para eles é a representação do Amor Puro, e se manifestava sobre três formas: Atum-Rá - Entidade estática antes de manifestar o Universo; Ptah - Característica criadora de Deus, do Universo e dos Seres; Thot - multiplicador da Natureza e de todas as coisas. Isso fica simples de entender quando pensamos, por exemplo, em uma mulher com seus filhos: ela é mãe, esposa, amiga, mulher e trabalhadora. Ela atua em todos esses aspectos, mesmo sendo apenas uma.
O conhecimento advinha dos estudos realizados pelos sumo-sacerdotes. Imhotep ("O Sabio que vem em paz") ganhou grande destaque na história deste povo, sendo uma criatura multifacetada de conhecimentos que permeavam a medicina, a filosofia, a química, arquitetura, astronomia, etc. Eles aprenderam a observar a Natureza, suas mudanças, as cheias e vazantes do Rio Nilo e o comportamento dos animais. Estudaram com esmero os animais, e sua função vital, isto é, seu objetivo na encarnação em que estavam. A utilização da imagem destes seres, associados aos humanos (cabeça de animal e corpo humano) relacionava a função daquele determinado animal, suas qualidades, e logo ficava implícito o significado daquela mensagem. O Falcão, por exemplo, nos remete à liberdade; o falcão também tem uma visão muito apurada e consegue ver tudo de longe e ao mesmo tempo se fixar e um ponto e ver com detalhes. Essas características eram colocadas aos Faraós ou Sacerdotes, a fim de que o povo pudesse se espelhar e entender o significado. Portanto, todas as manifestações zoomórficas não tem relação com o Politeísmo. Ao contrário: eles entendiam que aquelas imagens talhadas nas paredes dos Templos, feitas da maneira como foram, serviriam como mensagem para o futuro. E foi o que aconteceu.
O rio Nilo foi a coluna vertebral da civilização egípcia. Eles seguiam os aspectos da astronomia, observando suas mudanças relacionadas com as mudanças na Natureza e passaram a fazer essas conexões. Entenderam que o planeta vivia em ciclos divididos em 12 signos, 12 estágios pelos quais o planeta passaria influenciado pelas alterações dos céus, dentro do processo de rotação e translação da Terra, juntamente com os equinócios e solstícios. A partir desses estudos, conheceram os pontos nevráugicos (pontos de grande concentração de energia) e ali construíram as Pirâmides. Diferente do que já se foi estudado, as Pirâmides na verdade eram grandes Templos de meditação e edificação espiritual dos sumo-sacerdotes e seus iniciados. Foram construídas com uma grande riqueza de detalhes, preocupando-se em criar ambientes da mais alta estirpe de Luz e de Amor, acelerando os processos na escala evolutiva de todos que ali participavam. Contudo, ao final da utilização de um determinado Templo, ou dada a morte do alto-sacerdote responsável, o Templo era abandonado e eles iam para outro local (acreditava-se que cada Templo desenvolvia uma etapa da evolução do espírito, rumo ao Amor Puro). Com isso, os espaços eram utilizados para enterro dos Faraós, o que nos fazia acreditar até então que as pirâmides eram somente locais para se enterrar os mais "importantes" naquele determinado período. Todas as 108 pirâmides tinham um propósito claro de desenvolvimento e edificação do ser humano, objetivando a criação de uma civilização de Amor e Harmonia.
Os egípcios afirmaram a vida após a morte, a partir dos seus escritos, talhados nas paredes das ruinas egípcias. A partir de suas meditações, dentro desses Templos astrológicamente preparados para tal, mantinham contato com espíritos mais evoluídos, que lhes passavam o conhecimento. Platão estudou com esses sumo-sacerdotes e revelou o conhecimento dos sólidos universais, ou sólidos platônicos. Tais sólidos revelam a essência da criação do Universo e de todas as coisas, partindo do Olho de Hórus.
Acredita-se, ainda, que a civilização egípcia veio da extinta (e lendária) civilização Atlanti ("terra circular cercada de água"). Atlântida foi uma civilização anterior a nossa, que viveu na Terra a mais de 10000 anos. Este sacerdote e alguns outros sobreviventes, com o conhecimento já acumulado (principalmente em campos eletromagnéticos e física quântica), perceberam que ali no Egito seria o ponto ideal para a reconstrução de uma nova civilização, transformando o homem primitivo, guiado pelo medo, em um homem pleno, guiado pelo amor, dentro da Resignação (entendendo que tudo o que acontece é consequência de atos próprios), Compreensão (partindo do autoconhecimento e de conhecimentos adquiridos) das Forças da Natureza (entendendo suas manifestações, alterações e aprendendo a lidar, respeitando-a).
Civilização Mesopotâmica
A Mesopotâmia era a região onde começou a História, por volta de 4000 a.C., quando foi inventada a escrita cuneiforme.
Localização geográfica : A Mesopotâmia era uma rica região da Ásia Menor, localizada nas planícies férteis banhadas pelos rios Tigre e Eufrates, os quais lançam suas águas no golfo Pérsico. A Mesopotâmia corresponde em grande parte ao atual território da República do Iraque.
Etimologia : A palavra Mesopotâmia significa terra entre rios, isto é, no caso, região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates. Mas, como visto nos mapas históricos, a Mesopotâmia estendia além desses rios.
Ocupação : Foram vários os povos que através de lutas, tomaram conta dessa terra fértil região do Oriente Médio (Ásia Menor). Entre eles, vivem vários povos, tais como os sumérios, os elamitas, os acádios, os amoritas, os cassitas, os assírios, os babilônios, caldeus, etc.
Os povos mais importantes da Mesopotâmia foram os sumérios e babilônios.
Origens : Existe uma grande falta de conhecimento sobre a origem dos sumérios, porém há notícia que, por volta de 3000 a.C., eles se estabeleceram ao sul da Mesopotâmia, próximo ao golfo Pérsico.
Cidades e organização administrativa : No começo de sua história, os sumérios fundaram várias comunidades que, pouco a pouco, foram-se transformando em cidades-estados. Dessa forma surgiram as cidades de Ur, Uruk, Lagash, Nippur. As mais importante delas foi Ur.
A região disputada pelos sumérios não possuía um poder central que lhe desse unidade administrativa. Cada cidade era como que um Estado independente, com governo próprio. Cada cidade-estado era governada por um civil (patesi) e por um sacerdote. Essas cidades viviam em constantes lutas e foi o rei Sargão I quem conseguiu dar unidade ao povo sumério, fundando o reino da Suméria, que se estendia da Mespotâmia até o mar Mediterrâneo.
Com a morte de Sargão I, o reino entrou em decadência e caiu em mãos de povos dominadores.
Babilônios : Chefiados por Hamurabi, tomaram conta da Suméria e fundaram o grande Império Babilônico, por volta de 1700 a.C.
Uma inscrição do Código de Hamurabi. Foi Hamurabi quem elaborou o mais antigo código de leis de que se tem conhecimento na história. As leis contidas nesses código determinavam direitos e deveres do povo e das autoridades. Mas, dependendo da classe social, as pessoas não eram iguais perante a lei no Império Babilônico. Os escravos, por exemplo, não eram considerados como gente, mas sim, como objeto de compra e venda, uma simples propriedade qualquer. Aliás, as civilizações antigas autorizavam a escravatura aos prisioneiros de guerra, ao invés de serem mortos, eram aproveitados como escravos para trabalhos forçados. Vem de Hamurabi a lei do talião: "Olho por olho, dente por dente". Outra lei estabelecia que, se um homem entrasse num pomar e fosse pego roubando, era obrigado a pagar ao dono do pomar uma certa quantia em prata. Esse código teve grande importância nas leis de outros povos.
O Império Babilônico entrou em decadência e foi conquistado pelos assírios, povo guerreiro de grande organização militar e o primeiro a usar os carros de guerra puxados por cavalos. Eram cruéis, violentos, conquistaram vários povos e dominaram a região por 500 anos.
Mais tarde, por volta de 612 a.C., o Império Babilônico se reorganizou (Segundo Império Babilônico) e chegou com Nabucodonosor, que embelezou a cidade, construiu os famosos Jardins Supensos da Babilônia, que eram uma das sete maravilhas do mundo antigo, e mandou construir um grande zigurate. No ano de 1899, durante escavações, foi descoberto um gigante zigurate que se pensou ser a Torre de Babel. A Bíblia, de acordo com a cronologia do Gênesis, data a construção da Torre de Babel como sendo por volta de 2269 a 2030 a.C., na época do nascimento de Pelegue (nome significando divisão). O zigurate construído por Nabucodonosor, que viveu bem mais tarde, tinha 90 metros de base e outro tanto de altura, com o topo recoberto de ouro e azulejos esmaltados de azul.
Escrita : Escrita cuneiforme gravada numa escultura do século XXII a.C. (Museu do Louvre, Paris). A linguagem escrita é resultado da necessidade humana de garantir a comunicação e o desenvolvimento da técnica.Os sumérios e babilônios escreviam em tabletes de barro. Inventaram um tipo de escrita em forma de cunha; daí o nome escrita cuneiforme. Esses tabletes de barro eram pesados e difíceis de lidar com as mãos, mas tinham a vantagem de durar séculos ou milênios como escrita legível. Estudiosos de nossos tempos encontravam grande quantidade deles e assim puderam descobrir muitas coisas da mais antiga civilização do mundo. Na cidade de Nínive, o rei Assurbanipal criou uma biblioteca com 22 000 000 tabletes de argila (barro) com escritos em vários assuntos. Entre outros assuntos, os tabletes nos mostram como eram os negócios e o comércio daquela época. Um médico, por exemplo, faz uma relação de remédios que ele receitava a seus clientes. Um dos mais interessantes tabletes relata deveres de um menino, na escola, há 3000 anos atrás: o menino devia se apressar para não chegar atrasado na escola, senão o professor bateria nele com uma vara. O professor usava, também, a vara para punir alunos que conversassem, que saíssem da escola sem permissão ou que fizessem a lição sem o devido capricho. E como surgiu a economia nessa época, predominavam essas e muitas outras características importantes.
Religião : Tanto os sumérios como os babilônios eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Cada cidade possuía o seu deus protetor. A Babilônia, por exemplo, estava sob a proteção de Marduk. Acreditavam também nas forças dos astros e da natureza e adoravam o céu (Anu), a Terra (Enlil), a Lua (Sin), o rato e a tempestade (Hadad), o fogo (Gibil), etc.
A religião era situada nos templos, chamados zigurates, que eram construções em degraus em forma de pirâmide. Os mesopotâmios acreditavam na influência dos astros na vida humana, dando assim origem à astrologia. Os sacerdotes e adivinhos que se dedicavam ao estudo dos astros gozavam de grande prestígio. Os povos da Mesopotâmia deram uma grande contribuição ao conhecimento dos astros, e por meio desse conhecimento os sacerdotes conseguiam mesmo prever as cheias dos rios Tigre e Eufrates.
Contribuições dos sumérios e babilônios : Foi de grande importância a herança que os sumérios e os babilônios deixaram aos povos futuros. Entre outras contribuições, podemos apontar :
A organização social e política das cidades-estados.
Criação de um código de direitos e deveres.
Produção organizada de alimentos: já naquela época, empregavam o arado e máquinas de irrigação, por exemplo.
Construção de belos templos e imponentes palácios.
Os sumérios inventaram a escrita, que permitiu fixar o saber da época.
Invenção da roda e dos carros puxados por cavalos.
Criação da astronomia (estudos dos astros).
Astrologia, ou seja, o estudo dos astros e suas influências sobre a vida das pessoas.
Os povos antigos da Mesopotâmia não acreditavam na imortalidade da alma, tinham uma religião pessimista e levavam a vida sem se preocupar com a morte ou com a vida além-túmulo. Procuravam se proteger contra as forças do mal usando amuletos e fazendo toda sorte de magia.
Uma das divindades mais cultuadas era deusa Ishtar, que é a personificação representativa do planeta Vênus, o mais próximo da Terra em relação à Marte. Era a deusa do amor e da guerra.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
AULA ABERTA EM PARANAPIACABA
PROPOSTA :
AULA ABERTA EM PARANAPIACABA 3AS SÉRIES
LINK C ROTEIRO E FOTOS ACESSE :
http://dicasdoprofmilton.blogspot.com/2010/09/aula-aberta-em-paranapiacaba.html
Modelo Autorização
Evento: AULA ABERTA EM PARANAPIACABA - Prof. Milton
ATIVIDADE DE ESTUDO DO MEIO * EXTRA CURRICULAR / * NÃO OBRIGATÓRIA
Temática : Urbanização, geologia, economia, política e sociedade. Áreas envolvidas : História e Geografia * Proposta completa : http://dicasdoprofmilton.blogspot.com
ROTEIRO : ÔNIBUS : AV STO AMARO / Anhangabaú /EST. LUZ -
TREM : LUZ / R.GDE SERRA -
ÔNIBUS : R. GDE SERRA / PARANAPIACABA
Solicito aos pais e/ou responsáveis, ciência da proposta e orientação aos alunos acerca da natureza da atividade – desenvolvida em harmonia com a temática abordada e com a perspectiva do desenvolvimento da autonomia do educando.*OBS : 1- A presença do aluno(a) na atividade é alternativa, não obrigatória .2- A participação no evento será regida pelas normas do regimento escolar .
Base teórica : Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.Art. 1º. A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º. Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, pre dominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. § 2º. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. Dos Princípios e Fins da Educação Nacional Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
DATA / / SALA 3º :______
Aluno (a) :_______________________________________________________ N:_______
Ciência Pais/Responsáveis :__________________________________________
AULA ABERTA EM PARANAPIACABA 3AS SÉRIES
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ATIVIDADE DE ESTUDO DO MEIO * EXTRA CURRICULAR / * NÃO OBRIGATÓRIA
Temática : Urbanização, geologia, economia, política e sociedade. Áreas envolvidas : História e Geografia * Proposta completa : http://dicasdoprofmilton.blogspot.com
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TREM : LUZ / R.GDE SERRA -
ÔNIBUS : R. GDE SERRA / PARANAPIACABA
Solicito aos pais e/ou responsáveis, ciência da proposta e orientação aos alunos acerca da natureza da atividade – desenvolvida em harmonia com a temática abordada e com a perspectiva do desenvolvimento da autonomia do educando.*OBS : 1- A presença do aluno(a) na atividade é alternativa, não obrigatória .2- A participação no evento será regida pelas normas do regimento escolar .
Base teórica : Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.Art. 1º. A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
§ 1º. Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, pre dominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. § 2º. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. Dos Princípios e Fins da Educação Nacional Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
DATA / / SALA 3º :______
Aluno (a) :_______________________________________________________ N:_______
Ciência Pais/Responsáveis :__________________________________________
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Pré-Sal + Links
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/748802-entenda-o-que-e-a-camada-pre-sal.shtml
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,entenda-a-polemica-sobre-a-distribuicao-dos-royalties-do-petroleo,525916,0.htm
http://www.estadao.com.br/especiais/o-caminho-ate-o-pre-sal,30956.htm
http://tools.folha.com.br/print?url=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fmercado%2F748684-entenda-o-que-o-senado-aprovou-em-relacao-ao-pre-sal.shtml&site=emcimadahora
www.brasilescola.com/.../historia-do-petroleo-no-brasil.htm
www.cepa.if.usp.br/energia/energia1999/.../historia.html
Entenda o que é a camada pré-sal
FOLHA DE SÃO PAULO
A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo (veja figura abaixo).
Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.
Um comunicado, em novembro do ano passado, de que Tupi tem reservas gigantes, fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil e ampliassem o debate acerca da camada pré-sal. À época do anúncio, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou a dizer que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com esse óleo.
Tupi tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos.
Neste ano, as ações da estatal tiveram forte oscilação depois que a empresa britânica BG Group (parceira do Brasil em Tupi, com 25%) divulgou nota estimando uma capacidade entre 12 bilhões e 30 bilhões de barris de óleo equivalente em Tupi. A portuguesa Galp (10% do projeto) confirmou o número. Em Iara, a estimativa é reservas de 3 a 4 bilhões de petróleo e dgás.
Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 14,865 bilhões (barris de óleo equivalente) em 2009, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Ou seja, se a nova estimativa estiver correta, Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.
Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.
10/06/2010 - 13h46
Entenda o que o Senado aprovou em relação ao pré-sal
FOLHA DE SÃO PAULO
O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira (10) quatro principais pontos em relação a exploração de petróleo na camada pré-sal: Fundo Social, regime de partilha, divisão de royalties e capitalização da Petrobras.
O texto-base aprovado estabelece o regime de partilha (em vez de concessão) como novo modelo de exploração do petróleo e cria um fundo para reduzir diferenças sociais com recursos provenientes da receita do pré-sal. O projeto sofreu alterações e, por isso, voltará para a Câmara.
Na divisão de recursos, 50% dos recursos recebidos pela União com a venda do petróleo do pré-sal será destinada à educação.
Entre as outras alterações, uma determina que 5% dos recursos do fundo que o governo destinar ao combate à pobreza devem ser encaminhados à Previdência Social.
Royalties
O ponto mais polêmico, que divide os royalties, foi votado em separado, graças a uma emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Contrariando determinação do presidente Lula, o Senado aprovou a emenda que divide de forma igualitária os dividendos da exploração do petróleo dos atuais contratos e das áreas a serem licitadas.
Os senadores definiram ainda que caberá à União compensar as perdas de Estados produtores como Espírito Santo e Rio de Janeiro, os principais prejudicados pela emenda.
Há três meses, o governo já havia sofrido a mesma derrota na Câmara dos Deputados, que aprovou emenda dividindo os royalties do petróleo entre os fundos de participação de Estados e Municípios.
O projeto ainda voltará para a Câmara para votação.
Capitalização
Por fim, o Senado aprovou o projeto de capitalização da Petrobras. O governo vai emitir títulos da dívida pública no valor de mercado, equivalente a 5 bilhões de barris de petróleo, em favor da empresa. Em troca, a petrolífera pagaria por esses direitos, em um modelo batizado de "cessão onerosa".
A definição das regras para a capitalização é essencial para que a empresa possa cumprir seu programa de investimentos para este ano, de pelo menos R$ 88,5 bilhões, além de levantar os recursos necessários para a exploração do petróleo da camada pré-sal.
A Petrobras pretende fazer a capitalização no mês de julho. A estatal pretende também fazer um aumento de capital, atualmente estimado em R$ 60 bilhões, para R$ 150 bilhões, por meio da emissão de até 2,4 bilhões de ações preferenciais e 3,2 bilhões de papéis ordinários.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,entenda-a-polemica-sobre-a-distribuicao-dos-royalties-do-petroleo,525916,0.htm
http://www.estadao.com.br/especiais/o-caminho-ate-o-pre-sal,30956.htm
http://tools.folha.com.br/print?url=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fmercado%2F748684-entenda-o-que-o-senado-aprovou-em-relacao-ao-pre-sal.shtml&site=emcimadahora
www.brasilescola.com/.../historia-do-petroleo-no-brasil.htm
www.cepa.if.usp.br/energia/energia1999/.../historia.html
Entenda o que é a camada pré-sal
FOLHA DE SÃO PAULO
A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo (veja figura abaixo).
Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.
Um comunicado, em novembro do ano passado, de que Tupi tem reservas gigantes, fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil e ampliassem o debate acerca da camada pré-sal. À época do anúncio, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou a dizer que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com esse óleo.
Tupi tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos.
Neste ano, as ações da estatal tiveram forte oscilação depois que a empresa britânica BG Group (parceira do Brasil em Tupi, com 25%) divulgou nota estimando uma capacidade entre 12 bilhões e 30 bilhões de barris de óleo equivalente em Tupi. A portuguesa Galp (10% do projeto) confirmou o número. Em Iara, a estimativa é reservas de 3 a 4 bilhões de petróleo e dgás.
Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 14,865 bilhões (barris de óleo equivalente) em 2009, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Ou seja, se a nova estimativa estiver correta, Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.
Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.
10/06/2010 - 13h46
Entenda o que o Senado aprovou em relação ao pré-sal
FOLHA DE SÃO PAULO
O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira (10) quatro principais pontos em relação a exploração de petróleo na camada pré-sal: Fundo Social, regime de partilha, divisão de royalties e capitalização da Petrobras.
O texto-base aprovado estabelece o regime de partilha (em vez de concessão) como novo modelo de exploração do petróleo e cria um fundo para reduzir diferenças sociais com recursos provenientes da receita do pré-sal. O projeto sofreu alterações e, por isso, voltará para a Câmara.
Na divisão de recursos, 50% dos recursos recebidos pela União com a venda do petróleo do pré-sal será destinada à educação.
Entre as outras alterações, uma determina que 5% dos recursos do fundo que o governo destinar ao combate à pobreza devem ser encaminhados à Previdência Social.
Royalties
O ponto mais polêmico, que divide os royalties, foi votado em separado, graças a uma emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Contrariando determinação do presidente Lula, o Senado aprovou a emenda que divide de forma igualitária os dividendos da exploração do petróleo dos atuais contratos e das áreas a serem licitadas.
Os senadores definiram ainda que caberá à União compensar as perdas de Estados produtores como Espírito Santo e Rio de Janeiro, os principais prejudicados pela emenda.
Há três meses, o governo já havia sofrido a mesma derrota na Câmara dos Deputados, que aprovou emenda dividindo os royalties do petróleo entre os fundos de participação de Estados e Municípios.
O projeto ainda voltará para a Câmara para votação.
Capitalização
Por fim, o Senado aprovou o projeto de capitalização da Petrobras. O governo vai emitir títulos da dívida pública no valor de mercado, equivalente a 5 bilhões de barris de petróleo, em favor da empresa. Em troca, a petrolífera pagaria por esses direitos, em um modelo batizado de "cessão onerosa".
A definição das regras para a capitalização é essencial para que a empresa possa cumprir seu programa de investimentos para este ano, de pelo menos R$ 88,5 bilhões, além de levantar os recursos necessários para a exploração do petróleo da camada pré-sal.
A Petrobras pretende fazer a capitalização no mês de julho. A estatal pretende também fazer um aumento de capital, atualmente estimado em R$ 60 bilhões, para R$ 150 bilhões, por meio da emissão de até 2,4 bilhões de ações preferenciais e 3,2 bilhões de papéis ordinários.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O Mundo
http://www.youtube.com/watch?v=USZYqbjK_cM
O Mundo (Karnak)
O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano e italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês e japonesa
O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce, o sal é salgado
O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente
Por que você me trata mal
Se eu te trato bem
Por que você me faz o mal
Se eu só te faço o bem
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Ghandi
Só não falamos as mesmas línguas
O Mundo (Karnak)
O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano e italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês e japonesa
O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce, o sal é salgado
O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente
Por que você me trata mal
Se eu te trato bem
Por que você me faz o mal
Se eu só te faço o bem
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Ghandi
Só não falamos as mesmas línguas
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